Viva: A Vida é Uma Festa (Coco) | Crítica


Viva: A Vida é Uma Festa
Foto: Divulgação

Falar da morte, especialmente para crianças, exige muita leveza e sensibilidade e Viva: A Vida é Uma Festa tira isso de letra. A nova animação da Pixar te deixa bem mais leve ao sair do cinema, apesar de já ser considerada a mais emocionante trama do estúdio nos últimos tempos. Ela destaca-se por conseguir falar de um tema forte, mas sem subestimar o espectador ou assustar as crianças. A premissa do filme é bem similar à outras que já vimos por aí: a de um jovem, Miguel, que é impedido pela família de seguir seus sonhos. No caso dele, o da música. O diferencial é realmente a maneira “pixaresca” de contar a história, com muitos musicais e cores.

Dirigida pelo veterano Lee Unkrich (Toy Story 3) e pelo novato Adrian Molina, também roteirista, a animação usa memórias como uma ponte que une o mundo dos mortos com o nosso. Na trama, os que estão do outro lado só podem realizar a travessia e visitar os vivos no Dia de Los Muertos enquanto são lembrados por seus entes queridos. Essas lembranças funcionam como uma moeda, de maneira que quem é mais celebrado no nosso mundo desfruta de luxo e riqueza, enquanto quem está perto de ser esquecido tenta se virar em barracos e palafitas. A equipe de produção dedicou três anos para estudo da tradição mexicana, conseguindo retratar tudo com muito respeito e se caricaturas. O que nem sempre acontece quando americanos decidem retratar algo estrangeiro.

Viva: A Vida é Uma Festa
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O início do filme, um pouco arrastado, consegue ser compensando logo em seguida quando Miguel atravessa a linda ponte para o Mundo dos Mortos. Lá é possível sentir uma magia intensa por conta da explosão de cores e sons que tomam conta do ambiente. O mundo aqui criado é lembra um pouco – bem pouco mesmo – ao universo animado pós-vida de A Noiva Cadáver, de Tim Burton. É possível notar uma grande quantidade de detalhes nas cidades em que o longa se passa.

A trama segue de maneira coesa e com reviravoltas dignas de novelas mexicanas. Mas, ao invés de forçadas, elas são bem contagiantes. Um destaque que serve como alívio cômico da trama é Dante, o cãozinho do personagem. O animal protagoniza situações muito engraçadas que lembram bastante Scrat, o esquilinho atrapalhado de A Era do Gelo. As cenas com cunho mais dramático ficam a cargo de Miguel com sua bisavô Inês (que na versão original recebe o nome de Coco, nome original do longa).

Viva: A Vida é Uma Festa
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O filme não é um musical, mas contém muitas músicas. Em grande maioria elas conseguiram representar, na versão dublada, o mesmo sentimento que as versões originais. Claro, uma ou outra ficaria mais tocante na versão original. Mas em nenhum momento podemos dizer que sairemos dos cinemas insatisfeitos com a trilha sonora composta por Michael Giacchino, ganhador do Oscar pela trilha de Up: Altas aventuras.

Com uma mensagem sobre o valor da família e a importância do amor, Viva: A Vida é Uma Festa é um longa emocionante que merece ser visto por toda a família. Carismáticos, os personagens logo vão conseguir um espaço no seu coração ao lado de outros personagens do estúdio como Nemo, Dory, Boo, Buzz e Woody.

P.S.: Destaque para a personagem de Frida Kahlo que também garante ótimas risadas no filme.

Com ajuda do Review

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Egnaldo Júnior

Colunista, escritor, blogueiro, humorista e radialista. Técnico em Segurança do Trabalho, Jornalista em formação. Amante da televisão, das séries, tecnologias e redes sociais. Adora comédia romântica e filmes de terror/horror. #Paz

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