Especial Berlim: A fachada do Cinema, o Brasil não é o fim do mundo


Nesta neste novo lado do especial nós trazemos mais um texto do nosso crítico Xoel, vamos ver o lado cinematográfico de Berlim saindo basicamente do Urso de ouro nossos anteriores especiais.

“Nada está ruim que não possa piorar” é uma máxima popular que freqüentou muito meus pensamentos em minhas passagens por Dinamarca e Holanda respectivamente. Se na Alemanha até então já estava um frio de doer, a onda gélida, que inclusive matou pessoas, chegou pra valer quando estava passando por esses países, na nórdica Dinamarca então nem se fala, era literalmente de doer os ossos.

E foi justamente por ela que comecei a jornada entre esses dois distintos países e logo em sua chegada já testemunhei uma coisa que me deixou com mais orgulho de ser brasileiro (acredite em mim, bastou você por o pé fora da América Latina para virar patriota da noite pro dia).  Enquanto por aqui “O Gato de Botas” já havia feito sua estréia em meados de Dezembro de 2011, vi um poster anunciando a estréia do filme lá, na estação principal de Copenhague, para Fevereiro de 2012. Sim! Você achando que o Brasil é o fim do mundo, mas os filmes lá fora também estréiam atrasados. Isso sem contar que “Missão Impossível” ainda estava em cartaz! Infelizmente pensei que poderia fotografar o cartaz da estação na minha viagem de volta, mas para o meu azar, no dia de minha viagem para Amsterdã eu estava muito atrasado e não tive nem um segundo para tirar a foto do poster.

Mas nem tudo foi azar! Perto do albergue em que me instalei estava nada mais nada menos do que o “Cinemateket“, o instituto nacional de filmes da Dinamarca.

O prédio desse instituto era de acordo com a arquitetura do lugar, nada muito chamativo a não ser pela placas e por uma bandeira no alto. Dentro, no primeiro piso, você pode andar por um amplo espaço, onde é possível comprar DVDs, livros, revistas, coleções e também almoçar num restaurante que tem dentro do prédio. Pedi permissão para tirar fotos de dentro, e após algumas ligações o camarada que me atendeu me concedeu a permissão e lembrou para eu ter “respeito pela instituição” (será que acharam que eu iria roubar alguma coisa?). Permissão concedida, fui fotografando o que via de interessante, além das coisas à venda, pude ver também uma série de equipamentos de gravação no subsolo. Ao subir para o segundo andar, entrei na interessantíssima biblioteca e videoteca do lugar. Lá você poderia encontrar revistas e livros dos mais variados assuntos cinematográficos. Livros abordando temas (terror, faroeste, romance,…), biografias de atores e diretores, estudos sobre direção ou roteiro até um livro sobre os conceitos gráficos de “Procurando Nemo” eu encontrei.

Não somente isso, mas livros sobre cinemas de toda parte do globo, como turquia, israel, países africanos e até o Brasil, inclusive achei um livro completamente em português lá “A Bela Época do Cinema Brasileiro” e ainda sobre isso, era possível achar livros em inglês, francês e espanhol sobre nosso cinema, não foi nenhuma surpresa ver que nesses livros em outras línguas pudemos ver referências a Glauber Rocha. Definitivamente, ele É conhecido e bem reputado, lá por fora.

E ainda no fundo da biblioteca, tinham dois pequenos mas confortáveis sofás onde as pessoas podiam assistir a um filme qualquer que estivesse no catálogo da biblioteca. Era chegar, pegar um filme, sentar e assistir.

Ao ver que o tempo estava contra mim, tive que apressar meus passos e não pude ver o outro lado, que se lembro bem era um tipo de arquivo ou algo assim, infelizmente, fiquei com as fotos e lembranças suficientes para escrever essa matéria, mas ainda tive tempinho para ir em outro lugar de interesse.

Para compensar o pouco tempo que fiquei em Copenhague os Deuses parecem ter sido simpáticos comigo ( mas se vingaram na Holanda, contarei depois…) e no meio do caminho, puseram dois cinemas de rua para eu ver. No primeiro, o “Palads“, que apesar de ser belíssimo por dentro e por fora, não obtive autorização para tirar fotos do interior. Menos mal que logo em seguir tropecei em outro cinema e fui tão afoito que não tirei foto da fachada, muito menos me lembro qual o nome, mas pelo menos pude tirar fotos lá dentro!!!

Lá pude constatar algumas semelhanças e diferenças entre lá e aqui. Enquanto aqui, alguns cinemas já tem o serviço de bilhetagem eletrônica, lá ambos já possuiam. Inclusive nesse último que fui, somente era possível adquirir ingressos em auto-serviço. O espaço do cinema era amplo, bonito, bem iluminado e um telão enorme no hall não deixava ninguém que estivesse esperando, seja na fila para entrar na sala ou para pegar a pipoca, entediado. Outra coisa muito interessante era a porta do banheiro masculino, que exibiam os desenhos de Brad Pitt e George Clooney. Fiquei curioso quanto ao banheiro femino, quais seriam os desenhos estampados, mas não pedi para nenhuma mulher tirar a foto pra mim… o que causa a minha dúvida até hoje.

O fim da jornada cinematográfica por esse país nórdico e a curta passagem pela Holanda você verá no próximo texto.

Auf Wiedersehen !

(Clique abaixo para ampliar)

 

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William Victor
Criador, desenvolvedor do Cine Cine Mania, apaixonado pela 7° arte. Adora papa de maizena, e você?

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