Especial berlim: A Europa é logo ali.


Durante certo período o nosso crítico Xoel foi a Europa, ficou cara a cara com estrelas do cinema viu de perto quem menos esperamos, ou demoraríamos séculos para ver uma estrela como Meryl Streep por exemplo. Acompanhe mais uma parte do especial de Berlim.

Era noite de 8 de Fevereiro e lá estava eu chegando em Berlin e num taxi rumo ao meu hostel. Quando o taxista soube que eu era do Brasil, ele fez a pergunta oportuna: “O que você está fazendo aqui?” dizia ele apontando para um rio congelado que estava na nossa esquerda. Uma noite de -8° C pode esfriar o animo de muitos, mas eu estava empolgado e respondi na mesma hora: “Berlinale!” O motorista não parecia tão animado quanto eu em relação ao festival, o que não diminui meu entusiasmo.
Testemunhar um festival internacional de cinema de perto é realmente empolgante. Chegando no hostel já fui logo me conectando e fazendo minha programação. Datas e horários já estavam agendados aos montes para o dia seguinte e todos os outros em que eu estaria por lá.
Com o dia 9 raiando, me levantei e rumei sem demora às redondezas do Berlinale Palast, o principal centro de convenções do festival, local da premier, coletivas e exibição dos principais filmes. Muitos cinemas participantes e a bilheteria principal do festival ficavam por lá, o que era a minha necessidade maior, visto que não conseguia comprar os tickets via internet. Apesar de não comprar pela rede, aí vai minha primeira dica, tente sempre comprar os ingressos pela internet, porque chegando ao local pude testemunhar filas enormes e demoradas. O que não tirou em nada minha excitação, lá fui ficar quase uma hora na fila e selecionando os inúmeros filmes que gostaria de ver.
Chegando na minha vez, o outro motivo da minha recomendação da aquisição pela rede, mais da metade dos filmes que eu escolhi pra ver, já estavam lotados. Restou então “me contentar” com os filmes que sobraram. Mesmo assim, não haviam muitas seções para o dia 9. Minhas seções ficaram para os dois dias seguintes da minha estadia em Berlin. Me restava então tentar ver os famosos chegando no tapete rubro do Berlinale-palast, que ficava ali perto. Mas chegando lá eu percebi, que apesar do frio intenso e perturbador, não fui o único a ter essa idéia e a disputa por um bom espaço estava complicada. Me deparei com gente “armada” com bancos e até escadinhas (porque não pensei nisso antes?), tudo para ter o melhor ângulo possível da entrada.
Aos trancos, barrancos e pequenos empurrões fui me ajeitando para tentar tirar as fotos possíveis. Infelizmente a banca dos fotógrafos oficiais estava distante de nós, meros mortais, então as poses dos ilustres convidados ficavam um pouco tortas e distantes de nós. O que também não diminuía o entusiasmo de estar lá.
O filme eu abria o festival oficialmente, e única seção do dia (e também fechada para imprensa e convidados) era a produção européia “Le adieux à la reiné” com Diane Kruger(“Bastardos Inglórios”), Lea Seydoux (“Meia-noite em Paris”) e Virgnie Ledoyen (“A Praia”). Logicamente todas as três belas atrizes apareceram muita bem vestidas e cheias de poses para os fotógrafos, mas uma coisa eu não entendia: como elas usavam vestidos daqueles enquanto todos estavam congelando mesmo de luvas e cachecóis? É um mistério…
Além do elenco do primeiro filme, pudemos observar muitos outros conhecidos por lá. Quando a memória não contribuía, tinha que pedir ajuda a quem estava do meu lado pra tentar reconhecer algum rosto ilustre mas desconhecido. Algumas horas obtia resposta. Outras, ninguém conhecia mesmo.
Dentro desse mar de famosos e outros não tão famosos assim, pudemos testemunhar a chegada do mago Saruman e o Conde Dooku, ou seja, o ator londrino ChristopherLee, um dos homenageados do festival. Além de todos os membros do júri, que incluía as estrelas Jake Gyllenhaal (“Príncipe da Pérsia”) e Charlotte Gainsbourg (“Melancolia”). Todos igualmente bem produzidos, como a ocasião pedia e exibindo o mesmo dom imunidade ao frio.
Após a entrada de todos no interior do Berlinale-palast, pudemos assistir pelo telão externo ao começo formal do festival com uma dupla de apresentadores razoavelmente divertidos e o pocket-show de uma banda que eu não conhecia, e pelo jeito, nem todo mundo do meu lado conhecia também, visto que a tática de perguntar pro vizinho de empurra-empurra não deu resultados novamente.
Com a transmissão do telão sendo interrompida em definitivo, as pessoas começaram a abandonar o local gradualmente, e se numa multidão estava uma temperatura desconfortável, sem a mesma o que era frio se tornou um ambiente polar e me forçou a desistir da idéia de aguentar 2 horas e meia para ver os mesmos rostos saírem de lá. Como as atividades da Berlinale estavam encerradas para mim naquele dia, me restou voltar ao Hostel (não sem antes tomar um copo de café para esquentar) e me organizar para no dia seguinte assistir a dois filmes que eu havia conseguido comprar o ingresso. Mas sobre esse dia e como é de fato assistir a sessões com críticos e diretores presentes, os comentários ficam para o próximo texto. Aguardem !
Auf Wiedersehen !

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William Victor

Criador, desenvolvedor do Cine Cine Mania, apaixonado pela 7° arte. Adora papa de maizena, e você?

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