Crítica | Guardiões da Galáxia Vol.2

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Heróis da galáxia retornam às telas ainda mais piadistas

O grupo de heróis mais debochado do cinema está de volta para novas aventuras de tirar o fôlego em ‘Guardiões da Galáxia Vol.2’ (Guardians of The Galaxy Vol. 2, EUA, 2017). Baseado em personagens criados nos anos 80 pela Marvel Comics, o longa é realizado pela Walt Disney Studios Motion Picture e produzido pela Marvel Studios.

De volta para esta nova trama estão os já conhecidos personagens Peter Quill / Senhor das Estrelas, interpretado pelo talentoso Chris Pratt (Passageiros), juntamente com Zoe Saldanha (A Lei da Noite) como Gamora. Ainda integrando a equipe de heróis, Dave Bautista dá vida ao cômico Drax e Vin Diesel, astro da franquia Velozes e Furiosos dubla o carismático Baby Groot.

O longa inicia-se apresentando nossos protagonistas em meio a um duelo com uma enorme criatura de tentáculos, já que o Guaxinim Rocket (Dublado por Bradley Cooper, no original) roubou algumas ‘baterias’ da sacerdotisa Ayesha (Elizabeth Debicki).

Já de início podemos sentir o tom que a narrativa assume. Enquanto cada personagem tenta eliminar a gigantesca fera, num cenário completamente em computação gráfica, Baby Groot coloca algumas caixas de som para tocar a fita ‘Mix Sensacional Vol.2’ que embala a batalha e os créditos iniciais.

A medida que a estória desenrola-se, somos apresentados a Sakar Ogord, interpretado por Sylvester Stallone em breves cenas. Ego, encenado por Kurt Russel (Velozes e Furiosos 8), pai de Peter Quill, o ressentido Youndu vivido por Michael Rooker, Mantis concebida por Pom Klementieff, e não menos importante,  Nebulosa – irmã problemática de Gamora –  Representada por Karen Gillan.

Envolto a revelações e plot twists, os guardiões traçam seu caminho a desvendar o passado do pai do Senhor das Estrelas, enquanto antigos inimigos tornam-se novos aliados.

É fato que aqueles fãs e admiradores que gostaram do primeiro filme, terão exatamente o que estão buscando. Ambientado completamente em cenários CGI, o longa não poupa em cenas de ação cômicas. Todos os personagens, com algumas exceções, buscam ser incrivelmente sarcásticos em todos os momentos. A plateia perde-se entre risos e gargalhadas.

Entretanto, logo descobrimos que tais piadas são de fato os próprios diálogos, não um momento isolado de descontração, perdendo o tom humorístico batido, da metade para o fim da projeção. A narrativa que traz os heróis na tela consegue nos dar bons motivos para a união dos personagens, porém, acaba se perdendo em determinado momento e deixando o espectador um tanto confuso sobre se todo aquele corre corre é ou não necessário.

A atuação de qualidade e carisma dos personagens é realmente o que mais atrai, sendo possível notar que admiradores e frequentadores desenvolvem um certo afeto por aquelas pessoas, digo, seres. Mesmo em momentos de traição ou roubo de algum artefato, somos capazes de rapidamente perdoa-los por suas infrações, já que a essa altura estamos conquistados por eles.

Infelizmente, ou não, tudo que vemos além dos atores são cenários em computação gráfica, que apesar de muito realistas, não passam a impressão de serem reais. Nada que tire o aproveitamento do longa, já que a mensagem é clara, nem os próprios personagens se levam a sério.

Para complementar, o longa nos traz uma trilha sonora de rock dos anos 70, gravados em uma fita cassete (sim, um Walkman, em clara referência ao saudosismo que está tão na moda hoje em dia), que embala a maioria das cenas de ação. Isso contribui para o tom humorístico do longa, reforçando a ideia de que não devemos levar aquilo a sério, apenas rir, se possível.

No mais, fãs da Marvel e do primeiro filme terão um bom divertimento, sem dúvida. Algo, todavia, não garantido para os cinéfilos de plantão que buscam apenas um bom sci-fi. Se Guardiões Vol.2 fosse um terror, por exemplo, seria um terror trash e não uma obra prima do medo.

 

Avaliação – 60% – Regular

 

 

 

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