Crítica | Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith


Título Original: Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith

Ano: 2005

Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

Duração: 140 min. (2h20min.)

Classificação: 10 anos

Roteiro: George Lucas

Direção: George Lucas

Elenco: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Christopher Lee, Jimmy Smits, Samuel L. Jackson, Frank Oz, Ian McDiarmid, Ahmed Best

Acesse a página do filme no IMDB, clicando aqui.

 

Por Pedro M. Tobias

POWER! UNLIMITED POWER!

 

“Guerra! A República está desmoronando com os ataques do cruel Lorde Sith, Conde Dookan. Existem heróis em ambos os lados. O Mal está em toda a parte. Numa ação impressionante, o diabólico líder dos andróides, General Grievous, entrou de assalto na capital da República e seqüestrou o Chanceler Palpatine, líder do Senado Galáctico. Enquanto o Exército Separatista tenta escapar da capital sitiada com seu valoroso refém, dois cavaleiros Jedi lideram uma desesperada missão para resgatar o Chanceler cativo…”.

O já tradicional lettering de abertura apresenta apenas o contexto inicial de A Vingança dos Sith. Estando inteiramente à frente do encerramento da Trilogia Prelúdio, George Lucas tinha como missão amarrar todas as pontas que levariam enfim Anakin Skywalker (Hayden Christensen) a se tornar Darth Vader (Sebastian Shaw). Apesar da ânsia em desenvolver muitos conceitos do lore (o que vem sendo citado constantemente neste Especial), Lucas consegue apresentar um bom filme de aventura quando considerado isoladamente.

A cena que abre o filme é digna de nota. Uma pan do horizonte até um enorme encouraçado seguido de um plano longo das naves em perseguição até revelar a batalha em Coruscant em um plongèe “olho de Deus”. Todas as decisões artísticas até então apontavam para um ótimo filme de aventura, mas infelizmente logo a falta de tato de Lucas com a mise-en-scène é refletida de forma muito clara. Não é possível identificar facilmente a ordenação daquela batalha.

Mais uma vez o Design de Produção ganha destaque. Gavin Bocquet, que já vinha trabalhando com Lucas desde o começo da Trilogia Prelúdio, apresenta uma boa sinergia entre os elementos cênicos, sobretudo em relação às naves e à arquitetura dos variados planetas e sistemas da Galáxia. Obviamente tais elementos ficam em um segundo plano em detrimento das cenas de ação centralizadas sobretudo em lutas com sabre de luz.

A primeira delas, uma espécie de continuação do final de Ataque dos Clones, representa o encerramento do arco do Conde Dookan (Christopher Lee), e muito por conta da necessidade de fazer a história andar, tem seu término num anti-clímax frustrante. A última, por outro lado, é explorada em todos os seus aspectos… O embate entre mestre e padawan é um embate de fúria e rancor pontuado de forma fabulosa pela fotografia de David Tattersall (“007 – Um Novo Dia Para Morrer“, “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida“). Apesar de ter alguns problemas principalmente envolvendo CGI que tornam alguns movimento artificiais e parecem ignorar completamente a física, a catarse de Anakin é bem representada a despeito do modo como é tratada no filme.

A conversão de Anakin para o Lado Sombrio é construída sobre bases extremamente frágeis. Os sonhos premonitórios dele decorrem do romance com Amidala que como mencionado, é artificial tanto por conta do texto quanto da atuação de Christensen e Portman. A linha que o une ao Chanceler Palpatine (Ian McDiarmid) é muito tênue, de modo que mesmo a grande virada quando Mace Wind (Samuel L. Jackson) é derrotado e todas as crianças do Templo Jedi assassinadas parece vazia de sentido. Outro ponto negativo do filme é seu final, ou finais, já que há um fechamento com a luta entre Anakin x Obi-Wan e logo em seguida mais algumas cenas apenas para tentar amarrar todos os nós anteriormente feitos.

Assim como grita o personagem de Ian McDiarmid, em uma atuação extremamente over the top, Lucas parece gozar de “poder ilimitado”, o que acabou por prejudicar a expansão de Star Wars como um todo. Descentralizar a tomada de decisões e uma revisão mais acurada nos roteiros da Trilogia Prelúdio poderiam ter feito com que tivessem força semelhante à Trilogia Clássica. Infelizmente isso não aconteceu, contudo A Vingança dos Sith consegue funcionar muito bem isoladamente como filme de ação e aventura apresentando um final digno.

AVALIAÇÃO GERAL: 75% (BOM)

 

Confira os demais posts deste Especial:

Especial | Star Wars: Parte 1 – Trilogia Clássica
Especial | Star Wars: Parte 2 – Trilogia Prelúdio
Crítica | Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma
Crítica | Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones

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Pedro M. Tobias

Hier encore javais vingt ans! "O caminho do homem justo está cercado por todos os lados pela iniquidade dos egoístas e a tirania dos maus" (Ezequiel 25:17)

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