Crítica | Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones


Título Original: Star Wars: Episode II – Attack of the Clones

Ano: 2002

Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

Duração: 142 min. (2h22min.)

Classificação: Livre

Roteiro: George Lucas, Jonathan Hales

Direção: George Lucas

Elenco: Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen, Christopher Lee, Samuel L. Jackson, Frank Oz, Ian McDiarmid, Ahmed Best

Acesse a página do filme no IMDB, clicando aqui.

 

Por Pedro M. Tobias

No Anakin, NO!

 

Diferente d’O Império Contra-Ataca, que apesar de também se situar no meio da Trilogia conseguiu amarrar bem as pontas e montar o cenário para o encerramento (até então) da saga de Luke Skywalker (Mark Hamill), Ataque dos Clones (muito mais que A Ameaça Fantasma) soa como um filme nascido sobretudo do desejo do Diretor George Lucas de abraçar todos os conceitos de alguma forma citados na Trilogia Clássica.

Os acontecimentos do filme anterior envolvendo Naboo e a Federação do Comércio acabaram por inflamar um movimento separatista por toda a Galáxia. Liderados pelo Conde Dookan (Christopher Lee), um ex-Jedi, milhares de sistemas ameaçam deixar a República. A Ordem Jedi, fragilizada, não consegue manter sozinha a paz e a ordem.

O roteiro, escrito por Lucas com a ajuda de Jonathan Sales (“Golpe Perigoso“, “Na Rota do Oriente“), espelha o d’O Império Contra-Ataca, e até certo ponto o faz de forma acertada. A preocupação de Lucas mais com a franquia que com o filme em si, contudo, dá a ele um ar episódico, o que pode frustrar o espectador. Esse espelhamento ocorre até mesmo na cena de luta entre Anakin (Hayden Christensen) e o Conde Dookan. A coreografia, muito bem montada, é valorizada de forma irrepreensível pela fotografia de David Tattersall (“Cine Majestic“, “Limite Vertical“) que usa muito bem o contraste entre os sabres de luz para gerar uma tensão maior.

O contraste é evidenciado também nas atuações dos protagonistas da cena mencionada. Christopher Lee (“O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel“, “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça“) é uma ilha de talento diante de um oceano de inexpressividade no qual Hayden Christensen (“Tempo de Recomeçar“, “As Virgens Suicidas“) se insere. É perceptível o pouco talento do ator, sobretudo considerando o protagonismo de seu personagem. Infelizmente Lucas não foi capaz de extrair de Christensen qualquer coisa além de uma expressão facial que varia entre o blasè e a ira.

O principal mérito do filme é sua composição visual. Apesar de alguns efeitos datados, perceptíveis sobretudo em planos mais abertos, no geral Ataque dos Clones trouxe novo vigor ao universo de Star Wars. Vale mencionar, neste sentido, os modelos de naves e a heterogeneidade de raças alienígenas. O núcleo de Coruscant, o centro administrativo da República, é muito bem trabalhado. A cena na qual Anakin e Obi-Wan perseguem a assassina serve como exemplo da inventividade de George Lucas. Mesmo que èn passant é possível notar o cuidado com cada detalhe.

Infelizmente a inventividade de Lucas é contida pela auto-imposição do Diretor em dar sentido aos conceitos do universo que ele criou. A trama parece servir apenas a esse propósito, forçando os personagens à vontade do roteiro, e não fazendo-os convergir naturalmente ao pretendido. Todo o desenvolvimento do romance entre Padmé (Natalie Portman) e Anakin, por exemplo, soa extremamente artificial e forçado. Aliás, o casal protagoniza algumas das piores cenas de toda a franquia, com direito a diálogos “românticos” como “você está em minha alma, atormentando-me” e “tenho morrido um pouco a cada dia desde que reencontrei você”.

Apesar disso, diferente de A Ameaça FantasmaAtaque dos Clones se alinha muito mais com o universo no qual está inserido e dá um passo decisivo rumo ao desfecho da Trilogia Prelúdio.

AVALIAÇÃO GERAL: 70% (BOM)

 

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Pedro M. Tobias

Hier encore javalis vingt ans! "O caminho do homem justo está cercado por todos os lados pela iniquidade dos egoístas e a tirania dos maus" (Ezequiel 25:17)

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