Crítica | Rei Arthur: A Lenda da Espada


Excalibur chega afiada aos cinemas!

Quem nunca ouviu falar do infame Rei Arthur e a história da espada Excalibur, certamente não é deste planeta. O conto do lendário líder britânico que liderou a defesa da Grã-Bretanha contra os invasores saxões ao final do século V e início do VI já foi amplamente explorado por diversas produções cinematográficas, porém, é nesta nova releitura do icônico conto que Rei Arthur: A Lenda da Espada (King Arthur: Legend of the Sword,2017) triunfa em nos entregar um filme de passo rápido e ação sem parar.

Programado para chegar aos cinemas brasileiros no dia 18 de Maio, o longa dirigido por Guy Ritchie traz um grande elenco e nomes de peso como Jude Law (O Mestre dos Gênios), que encarna o vilão Vortigern em excepcional interpretação, Astrid Bergès-Frisbey (O Universo no Olhar), na pele da feiticeira The Mage e Charlie Hunnam (Z: A Cidade Perdida) como Arthur.

A premissa que embasa os eventos vividos na tela é bastante conhecida. Na era medieval, em Londínio – cidade fundada pelos romanos, onde Londres é situada hoje – o jovem Arthur foi criado num Bordel  e possui um organizado esquema de corrupção junto com sua gangue, sem saber que seu pai Uther Pendragon (Eric Bana) fora assassinado pelo próprio irmão Vortigen (Jude Law) para então tomar o reino de Camelot.

Desconhecendo sua linhagem real, Arthur consegue remover a poderosa espada Exalibur da rocha onde estava presa, e a partir desse momento descobre mais sobre seu passado e sobre seu tio.

Com base nessa premissa, é seguro afirmar que Rei Arthur: A Lenda da Espada entrega ao espectador exatamente o que espera-se, muita ação ambientado em cenários medievais entre bruxarias, feitiços e lendas.

O diretor Guy Ritchie adota um passo contínuo durante o longa todo, é muita história e são muitas revelações para serem contadas e trabalhadas, porém, o cineasta não perde muito tempo em determinado elemento ou outro. Ao invés, temos uma boa dosagem da trama, no geral. As cenas de luta fazem abuso da ‘câmera frenética’, que assemelha-se à perspectiva de uma GO PRO presa no capacete de um ciclista, mostrando em detalhes todas as emoções dos protagonistas, causando um efeito psicodélico e desesperador que contribui com a ação.

E tratando-se de ação, outra característica marcante deste título é o super uso do 3D e do Slow Motion, ou os dois simultaneamente. É quase sempre que qualquer batalha inicia-se com excessiva câmera lenta e flechas e lanças voando na plateia através dos efeitos computadorizados em CGI. É possível que isso não agrade os mais conservadores, que preferem um longa mais ‘pé no chão’, ainda assim, o público jovem com certeza irá desviar o olhar para não ser atingidos pelos artefatos arremessados na plateia, em 3D.

No quesito performance, quem rouba a cena é Jude Law. Com excepcional atuação, o ator encarna o vilão da trama com naturalidade e requintes de crueldade. Em momento algum soando falso, sarcástico além do limite ou sonso. Nunca assemelhando-se ao típico vilão irritante.

Oposto ao nosso bad guy, o ‘rei’ Arthur é vivido por Charlie Hunnam. Nosso protagonista é o típico bad boy, da idade medieval. Apesar da boa e convincente atuação do ator, o herdeiro da Excalibur não demonstra carisma suficiente para fazer a plateia torcer por ele em todos os momentos da estória.

O elenco de apoio, composto por Djimou Hounsou (A Lenda de Tarzan), Eric Bana (Horas Decisivas),  Aidan Gillen (Maze Runner: Prova de Fogo), Freddie Fox (Victor Frankestein) e ainda Astrid Bergès-Frisbey, mencionada anteriormente, completam e preenchem o restante da trama, já que cada um de seus personagem são vitais ao desenvolvimento do roteiro.

No mais, Rei Arthur: A Lenda da Espada provavelmente não será o filme do ano, mas agradará ao público geral. Apesar da fraca bilheteria de estreia nos Estados Unidos, fãs de guerras e contos místicos e medievais terão bons motivos para trancarem-se numa sala de cinema. Não espere, entretanto, um filme mais visceral. O longa é claramente focado em entreterimento e show visual, não uma dramaturgia.

 

Avaliação: 75% – Vale a pena

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Thiago
Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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