Crítica | Perfeita é a Mãe 2


Mães ganham comédia natalina digna de uma visita ao cinema!

A medida que o natal se aproxima, o cinema é invadido por produções situadas nos cenários esbranquiçados de neve norte-americano. É valendo-se desse gancho temporal que Perfeita é a Mãe 2 (A bad Mom’s Christmas) chega à telona para divertir o publico com três atrapalhadas mães. O título é dirigido escrito pela dupla Scott Moore e Jon Lucas (de Se Beber, Não Case) e conta com grande elenco.

A premissa segue os eventos do primeiro filme, apesar de que não é necessário assisti-lo para entender os fatos desta sequência. Amy (Mila Kunis), Kiki (Kristen Bell) e Carla (Kathryn Hahn), são três mães saturadas da pressão social de bancar a ‘mãe perfeita’ perante seus filhos, porém, com a aproximação das festas natalinas, suas respectivas genitoras (as avós) Ruth (Christine Baranski), Sandy (Cheryl Hines) e Isis (Susan Sarandon) surgem inesperadamente na vida de suas filhas, no intuito de proporcionar a seus netos ‘o natal perfeito’.

Divulgação

Apesar do clichê natalino típico, os diretores conseguem nos entregar uma produção fluída, com bom passo e que explora cada personagem apropriadamente. A fotografia não é de se destacar, mas suficiente para colocar o espectador próximo aos protagonistas. Diferentemente do fraco Pai em Dose Dupla 2, que foca nos pais (óbvio) e seus pais (os vovôs), a presente obra é um longa sobre mães e, portanto, piadas de mal gosto e humor vulgar não ganham espaço aqui. Uma ótima sacada dos produtores.

Divulgação

Felizmente, este é um dos poucos filmes de comédia americano que não apela ao besteirol (bom, só um pouco) e isso é devido ao bom roteiro no qual baseia-se. Estamos diante de mães inexperientes e suas próprias mães, cenário este em que os maridos são meros, meros coadjuvantes e nada mais! Desde o início da projeção, cada personagem é apresentada e aprofundada de forma suficiente para fazer a plateia notar, de cara, os defeitos daquela pessoa. Todos são bastante caricatas, porém, o que convence e torna a obra em análise tão satisfatória é a ótima performance do elenco.

Composto por grandes nomes, as atrizes aqui vislumbradas são o que tornam a narrativa tão bem-sucedida. Todas as artistas conseguem passar a impressão de que elas são realmente daquele jeito e, diferente de inúmeras comédias, não precisam fazer caras e bocas forçadas para fingir serem engraçadas. Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn destacam-se por suas performances sinceras e por conseguir traduzir de forma cômica o ‘sofrimento’ que várias mães suportam para (nem sempre) proporcionar as melhores experiências aos seus pequenos.

Divulgação

No segundo trio de atrizes que também dão show e têm seus potenciais explorados, estão Christine Baranski que vive a durona e hilária Ruth (mãe de Amy), Chreryl Hines como a grudenta e inconveniente Sandy (Mãe de Kiki) e a eterna rebelde Isis (mãe de Carla), interpretada por Susan Saradon. As três vovós estampam de forma séria e caricata pessoas bastante irritantes (como sogras e mães podem ser) e são capazes de arrancar boas gargalhadas da audiência. Com certeza muito dos espectadores reconhecerão as ‘figuras’ relacionando-as com alguém de suas próprias vidas.

Ainda compondo o elenco e como meros coadjuvantes, temos os atores Jay Hernandez como Jessie, marido de Amy. Peter Gallagher como Hank (Marido de Ruth, pai de Amy) e Justin Hartley como Ty Swindel (paquera de Carla). Vale destacar que o que esse longa faz com o elenco masculino é coloca-los na posição em que as mulheres geralmente ocupam na maioria dos títulos de ‘comédia’. O objetivo aqui, porém, não é retribuir na mesma moeda, mas sim o intuito de criar certa consciência ao inverter os papéis. O approach é feito de forma delicada e atenta para não soar vulgar ou forçado.

E já que o cenário é natalino, o público pode esperar bastante trilha sonora natalina. Animadora e upbeat, a música do longa empolga e envelopa bem as situações vislumbradas na tela. A mixagem também faz bonito; toda ambientação das cenas são sutilmente distribuídas por toda a sala de cinema e o que chega aos nossos ouvidos é uma constante e natural sonância que é reproduzida com maestria pelos canais de áudio da sala de projeção.

No mais, Perfeita é a Mãe 2 nos traz uma premissa bem clichê que se aproveita da época natalina, entretanto, supreendentemente bem construído e com elenco excelente, tornando-o divertimento garantido para fãs e não fãs de comédia.

 

Com ajuda do Review

O que você achou disso?

Chorei Chorei
0
Chorei
OMG OMG
0
OMG
Fail Fail
0
Fail
Amei Amei
0
Amei
Medo Medo
0
Medo
QUE?? QUE??
0
QUE??
Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

Crítica | Perfeita é a Mãe 2