Crítica | O Destino de Uma Nação


Delicado e tenso momento da história Londrina é retratado de forma intensa e interessante.

E neste início de ano o cinema já nos entrega uma das mais icônicas figuras políticas da cultura mundial: Winston Churchill – primeiro ministro britânico durante a 2ª Grande Guerra – vivido pelo talentoso Gary Oldman, na obra intitulada O Destino de Uma Nação (Darkest Hour), que chega às telonas no próximo dia 11 de janeiro.

Dirigido por Joe Wright (de Peter Pan, 2015) e roteirizado por Anthony McCarten (de A Teoria de Tudo), o longa narra os acontecimentos que ocorreram desde a posse do Primeiro Ministro até a bem-sucedida operação de resgate dos soldados britânicos na Batalha de Dunquerque.

Este delicado e tenso momento da história Londrina é retratado de forma intensa e interessante na obra objeto desta avaliação.

Divulgação

O diretor Joe Wright imprime à película um passo lento. Não aguarde por uma trama que se desdobre rapidamente. Apesar da tensão inerente à 2ª Guerra Mundial, o referido título é, sobretudo, um drama – tanto pessoal quanto nacional – e assim há muitos conflitos inter e intrapessoais nos personagens, especialmente em Churchill.

Para ambientar a narrativa, os produtores criaram cenários claustrofóbicos como instalações militares escuras onde uma leve ‘névoa’ desenha as luzes e torna o recinto mais sombrio. Os espectadores mais atentos vislumbrarão que praticamente todos os cenários possuem um tom dark e um tanto melancólico, que é ainda mais agravado pela névoa que perdura no ar.

Divulgação

Mesmo com bom elenco e boa cinematografia, o referido título pode tornar-se monótono em determinados momentos. Talvez porque o objetivo do roteiro não é retratar a guerra em primeiro plano, mas sim, o primeiro ministro e seus dilemas. O preço desse mergulho em um só personagem é a monotonia de cenas que deveriam ser meramente transitórias mas que tomam mais tempo em tela do que deveriam. Mesmo com tais falhas na organização das sequências, o script engrena depois da primeira hora.

Quase todo peso da referida produção está nos ombros de Gary Oldman (de Dupla Explosiva) que está irreconhecível na pele de Winston Churchill, completamente entregue ao personagem. É possível sentir de longe a naturalidade e espontaneidade do ator para com seu papel. A personalidade complexa e explosiva do Primeiro Ministro é retratada com fidelidade em excelente performance, desde as cenas iniciais até o clímax.

Divulgação

Juntamente a Oldman, a talentosa Lily James (de Em Ritmo de Fuga) vive Elizabeth Layton, secretária de Churchill. Mesmo estando com papel coadjuvante, a atriz brilha em tela e acrescenta considerável carga emocional ao drama. Ainda integrando o elenco, Ben Mendelsohn (de Rogue One: Uma História Star Wars) incorpora o Rei George VI e protagoniza boas sequências ao lado do político, com diálogos bem escritos e com pitadas de (bom) humor britânico.

No mais, O Destino de Uma Nação (Darkest Hour) é um título interessante que agradará aos que apreciam esta parte da história, assim como um bom drama. Apesar de todas as qualidades, a obra em análise não supera seu concorrente intitulado apenas de Churchill (2017) e dirigido por Jonathan Teplitzky, lançado nos cinemas ano passado.

 

Com ajuda do Review

O que você achou disso?

Chorei Chorei
0
Chorei
OMG OMG
0
OMG
Fail Fail
0
Fail
Amei Amei
1
Amei
Medo Medo
0
Medo
QUE?? QUE??
0
QUE??
Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

Crítica | O Destino de Uma Nação