Crítica | O Agente da U.N.C.L.E.


5853_medioFICHA TÉCNICA:
Título Original: The Man from U.N.C.L.E.
Ano: 2015
Estreia: 03/09/2015
Gênero: Ação, Comédia
Duração: 116 min.
Roteiro: Guy Ritchie, Lionel Wigram
Direção: Guy Ritchie
Elenco:  Alicia Vikander, Armie Hammer, Christian Berkel,Elizabeth Debicki, Henry Cavill, Hugh Grant, Jared Harris,Luca Calvani, Sylvester Groth
Distribuição: Warner Bros. Pictures

 

Acesse o site oficial do filme, clicando aqui.

Por: Alyson Fonseca 

Remake da série homônima diverte e aposta firmar-se como franquia. 

Nos anos 1960, o mundo estava dividido pela Guerra Fira, designação atribuída ao período histórico, disputas estratégicas e conflitos entre os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), compreendendo o período final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991). É chamada “fria” porque não houve uma guerra direta entre as duas superpotências, os conflitos se deram pela ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica. Em parte deste período histórico, o seriado O Agente da U.N.C.L.E. (1964-1968) inovou ao colocar os russos e os americanos do mesmo lado contra as forças do mal. Décadas depois, as aventuras de Napoleon Solo (Henry Cavill, de O Homem de Aço) e Illya Kuryakin (Armie Hammer, de O Cavaleiro Solitário) ganham a telona com um longa dirigido por Guy Ritchie (Snatch: Porcos e Diamantes).

Com atraso de uma década, já que os estúdios estavam esperando a luz verde acender, o filme O Agente da U.N.C.L.E., estreia nos cinemas, nesta quinta-feira (03/09), trazendo bom humor e muita ação. A receita foi preparada para agradar os fãs do seriado original e conquistar novos seguidores. A principal novidade está na história, que conta como Solo e Kuryakin se conheceram – algo que nunca foi mostrado na televisão. O ineditismo no enredo foi o que atraiu o diretor, Guy Ritchie para o projeto.

Na trama, nos anos 1960, durante a Guerra Fria, o agente da CIA Napoleon Solo (Henry Cavill) e o espião da KGB Illya Kuryakin (Armie Hammer) precisam deixar de lado as animosidades para unirem forças numa missão. Eles são incumbidos de derrubar uma organização criminosa chamada de T.H.R.U.S.H, que desenvolve armas nucleares e evitar uma catástrofe mundial. Além disso, eles precisam proteger  a doce Gabriella “Gaby” Teller (Alicia Vikander, de Ex_Machina), filha de um cientista alemão que passou para o lado dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

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Para começar, uma polêmica, inicialmente o filme seria estrelado por George Clooney e dirigido por Steve Soderbergh, mas ambos deixaram o projeto. Clooney por problemas de saúde, e Soderbergh devido desavenças com o estúdio a cerca de orçamento e escolha do elenco.

Sem dublês, Henry Cavill e Armie Hammer fizeram várias de suas próprias cenas de ação no filme. Hammer foi o mais entusiasmado com suas acrobacias; seu dublê brincou dizendo que “ele mal tem a chance de fazer alguma coisa, porque ele está lá fora fazendo tudo sozinho”. O truque da toalha de mesa – onde Napoleon Solo (Henry Cavill) a retira sem derrubar nenhum objeto – não era um efeito visual. Cavill realmente aprendeu e treinou a artimanha do britânico Mat Ricardo. Outra curiosidade, na série de TV O Agente da U.N.C.L.E., o agente americano Napoleon Solo é interpretado pelo ator americano Robert Vaughn e o agente russo Illya Kuryakin é interpretado pelo escocês, de nacionalidade inglesa, David McCallum. No filme, é o inverso: Solo é interpretado pelo britânico Henry Cavill e Kuryakin pelo americano Armie Hammer.

Em muitos aspectos, Napoleon Solo se parece com James Bond: ele é sofisticado, charmoso, mulherengo, gosta de se vestir na maior “estica” e é bem humorado. A princípio, ele deveria ser o personagem principal, mas o inesperado sucesso de Ilya Kuryakin com os fãs – em especial as mulheres – fez com que este acabasse dividindo os holofotes com Solo. O agente russo é uma antítese do estadunidense: é sério, não brinca em serviço, é um intelectual reservado, não esconde sua simpatia pelo Socialismo, se veste com discrição e não fica correndo atrás de mulheres. Na verdade, elas é que correm atrás dele e Kuryakin tem uma relação muito pragmática tanto com as mocinhas quanto com as bandidas – o famoso senso prático soviético.

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Sobre as siglas, U.N.C.L.E. é um acrônimo para “United Network Command for Law and Enforcement” (União de Nações para Comando da Lei e sua Execução). Nos países latino-americanos, foi alterado para C.I.P.O.L. “Comisión Internacional Para la observancia de la Ley” (Comissão Internacional para a Observância da Lei). O arqui-inimigo da U.N.C.L.E. é T.H.R.U.S.H., sigla para “Technical Hierarchy for the Removal of Undesirables and the Subjugation of Humanity”.

Na pele de Gaby Teller,  Alicia Vikander está linda, sensual, delicada e a atuação dela está simplesmente ótima. O seu papel como Gaby não é apenas de uma garota bonita e sensual, mas de alguém de muita personalidade. Numa época na qual o feminismo começava a aparecer, ela não se impressiona com os espiões machões, os encara sem medo e não deixa de surpreender ao fazer jogo duplo com eles. Porém, embora seja feminista, também é feminina e não se constrange em cair nos braços do sério e tímido agente soviético.

Como vilã, Elizabeth Debicki, faz a personagem Victória, uma dama-fatal como há muito tempo não se via na tela grande (neste caso tela gigante, o Cine Cine Mania assistiu o filme na cabine de imprensa da Warner Bros em uma sala Imax): bonita, charmosa, inteligente, sexy, manipuladora e má e faz o tipo de vilã que o público curte torcer contra.

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Armie Hammer e Henry Cavill em visita ao Rio de Janeiro no dia 23/08. Foto: Divulgação.

O estilo fica por conta da ambientação nos anos 1960, com figurino, cenários e objetos de cena que transportam o público para a época. Outra vantagem é que o visual vintage concede ao filme personalidade própria. O bom humor fica por conta da rivalidade entre os personagens principais e a ação é obtida na missão dos protagonistas, responsáveis em evitar a proliferação de armas nucleares. Nas cenas exibidas, há explosões, lutas e perseguição automobilística com a promessa de manter o público inquieto na poltrona.

Estreando no ano que Hollywood reservou para os filmes de espionagem (Kingsman: Serviço Secreto, A Espiã que Sabia de Menos, Missão: Impossível – Nação Secreta e 007 Contra Spectre) e com uma excelente trilha sonora assinada por Daniel Pemberton (O Conselheiro do Crime) dá a sonoridade retrô ao filme e é complementada por canções de estrelas “daquele tempo”. O Agente da U.N.C.L.E. vale a ida ao cinema, já no próximo fim de semana, pois o espectador não pode perder este filmaço e ser presenteado com uma boa comédia de ação, que garantirá excelentes gargalhadas.

AVALIAÇÃO GERAL: 85 % (ÓTIMO)

Assista o trailer:

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