Crítica | A Morte Te Dá Parabéns!


Espere o inesperado.

Amantes de terror e suspense, nem tudo está perdido nesse feriado! Apesar de dia das crianças, a sexta seguinte é uma sexta feira 13 e nos cinemas, estará em cartaz A Morte Te Dá Parabéns!. Dirigido por Christopher Landon (Como Sobreviver A um Ataque Zumbi) e escrito por Scott Lobdell (X-men: Dias de Um Futuro Esquecido), o presente título aparenta ser mais um típico filme slasher… será?

Vale ressaltar que obras envolvendo serial killers caíram no desgosto popular há um tempo. No momento, demônios e entidades malignas como vistos na série Invocação Do Mal estão atraindo muito mais público às salas de cinema. Entretanto, com o recente sucesso de bilheteria do remake de It: A Coisa, há uma remota chance dos killers voltarem a ser assustadores.

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Na obra em análise, a narrativa segue a estudante Tree Gelbman (Jessica Rothe), que acorda no quarto do dormitório de Carter Davis (Israel Broussard), sem lembrar-se do que ocorrera na noite anterior. A medida que o dia de Tree prossegue, vemos que ela é uma típica bitch (expressão em inglês para uma ‘mulher má’). Grossa e irônica, a protagonista destrata e abusa da boa vontade de quase todos ao seu redor.

Ironicamente, nesse dia – seu aniversário – é abruptamente assassinada por um psicopata mascarado e acorda novamente no início do dia, ficando presa em um loop temporal. Incrédula e desesperada, a personagem contará com ajuda de Carter para descobrir quem está matando ela e impedi-lo para que, então, possa continuar com sua vida.

De cara, imaginamos que se trata de um típico mata-mata de colegial americano, que não deixa de ser verdade, mas unido ao elemento loop temporal. Isso já torna a película muito mais interessante e divertida de assistir. O roteiro poderia ter se desenvolvido como todos os outros já vistos, ao invés, cria um jogo mental no público que busca desesperadamente identificar quem é o assassino.

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A vítima/heroína Tree possui diversos clichês típicos. Cai no chão quando corre, é desajeitada e não se dá bem com ninguém. Mesmo assim, consegue se sobressair ao longo da projeção. Pouco a pouco, o comportamento bitch que ostentava vai saindo de cena e uma figura mais humana toma conta. O desenvolvimento do personagem é dado aos poucos e a cada minuto, descobrimos mais sobre seu passado e o porquê de suas atitudes.

É possível afirmar que nos momentos finais, a pessoa em tela é totalmente diferente da que vislumbramos no início. Tree traça planos, torna-se mais confiante e compreende que tornou-se uma pessoa ruim. Tal profundidade é incomum para um título de terror slash onde um mascarado tira a vida de estudantes americanos.

E por falar em facadas, aqui temos um toque de nostalgia estilo Sexta Feira 13. O maníaco do longa é um tanto quanto assustador. Surge em momentos inesperados e mata suas vítimas de formas variadas, porém sendo a faca seu principal instrumento de trabalho. Não há muito a se dizer sobre o personagem, além de que em nenhum momento temos um nome para ele e que sua identidade nunca é a que imaginamos ser. De toda forma, cenas intensas de perseguição e agonia aguardam os mais corajosos.

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Como a trama ambienta-se em um dia apenas, a narrativa poderia tornar-se facilmente cansativa e repetitiva, o que não é o caso. Cada vez que nossa heroína volta ao início do loop temporal, os mesmos acontecimentos são abordados por uma ótica diferente, seja de fotografia, de performance ou de humor.

Da mesma forma que a saudosa série de filmes Jogos Mortais passava uma mensagem, ‘Aprecie sua vida’, para àqueles que sobreviviam aos sanguinários ‘jogos’, o filme objeto desta crítica também faz parecido. A mudança de atitude de Tree dá-se com inspiração na frase ‘Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida’ e nos faz deixar a sala de cinema refletindo que tudo que temos é o presente e nada mais. Ninguém sabe o que o amanhã nos reserva e muito menos, se haverá um amanhã.

No mais, A Morte Te Dá Parabéns! é um filme que brinca com o inesperado e boas doses de clichês inerentes ao gênero, mas que tornam-se irrelevantes devido à quantidade de plot twists presentes e por nos apresentar uma personagem que evolui durante os eventos vividos na tela. Não se trata do novo fenômeno do suspense, mas assemelha-se muito ao excelente Cry Wolf: O Jogo da Mentira (2005) uma vez que surpreende, por seu incomum approach à fórmula batida que já conhecemos.

Com ajuda do Review

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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