Crítica | Maze Runner – Correr ou Morrer


Título: Maze Runner
Ano: 2014
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O’Brien, Aml Ameen, Will Poulter, Kaya Scodelario

Assistir longas baseados em livros para adolescentes/jovens é para se cruzar os dedos antes mesmo de entrar na sala do cinema e com ‘Maze Runner – Correr ou Morrer’ não foi diferente. O filme inspirado no best-seller de mesmo nome aqui no Brasil, tenta evitar comparações com as franquias bem sucedidas do momento “Jogos Vorazes” e “Divergente” mas não tem outra. A faixa etária é a mesma e queira ou não a história tem suas semelhanças como o gênero pós-apocalíptico e um personagem liderando para tentar enfrentar um sistema ou líder.

maze runner

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam A Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos.

No cenário temos um filme que consegue agradar os fãs chatos que querem fidelidade à obra e os que nunca vão chegar a tocar no livro em si. Apesar de não se aprofundar em alguns personagens no caso aqui o Chuck (Blake Cooper), que ficou limitado a poucas cenas, podendo ter sido mais aproveitado.

maze_runner_movie_glade-397478

A dinâmica do labirinto chega até ser mais interessante que o próprio livro, mostrando os diversos jeitos que o labirinto pode se modificar. As criaturas do labirinto, os chamados Verdugos, dão os melhores momentos da adaptação. As sequencias com eles e os personagens chegam a tirar o fôlego.

O elenco é daqueles que não são tão conhecidos para o público adulto, entretanto os jovens podem arriscar conhecer. Dylan O’ Brien (da série “Teen Wolf”) faz um bom trabalho na pele do protagonista Thomas e brilha nas cenas em que se pede. Destaco também Will Poulter (“As crônicas de Nárnia”) que deixou o Gally digno do que se mostra nas páginas do livro.

Porém não posso dizer a mesma coisa da bela Kaya Scodelario (da série “Skins”). A sua personagem (Teresa), exigia um carisma que infelizmente ela não mostrou em todo o longa. Uma atuação apenas morna e apática que não convenceu. A espera agora é saber como será o desempenho da atriz na sequencia “Prova de Fogo” que está em fase de pré-produção.

mazerunner1

“Maze Runner – Correr ou Morrer” tem uma ótima premissa e faz com que o mesmo público que acompanha as sagas distópicas atuais não se sinta abandonado quando “Jogos Vorazes” acabar ano que vem. A incógnita é saber se essa nova distopia do labirinto vai fazer jus a essa lacuna que irá ficar em breve.

 

O que você achou disso?

Chorei Chorei
0
Chorei
OMG OMG
0
OMG
Fail Fail
0
Fail
Amei Amei
0
Amei
Medo Medo
0
Medo
QUE?? QUE??
0
QUE??

Crítica | Maze Runner – Correr ou Morrer