Crítica l Capitão América – O Primeiro Vingador

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Capitão América – O Primeiro Vingador ( Captain America – The First Avenger, 2011 )
Diretor : Joe Johnston
Elenco : Chris Evans, Hugo Weaving , Hayley Atwell

Confesso que estava apreensivo em relação ao último filme que retrata o último integrante do grupo dos Vingadores. Como fã de Hqs, fiquei com a sensação de ”problema” na construção do grupo, já que não consegui comprar a história dos filmes do Hulk nem do filme do Thor. Os filmes do Homem de Ferro deixaram a sensação de que há sim esperança. Foi basicamente com essa ”carga” que fui assistir a Capitão América : O Primeiro Vingador.

A história já é muito conhecida, pois a Marvel conta a origem de seus personagens uma vez por ano, quando pouco. Começamos com Steve Rogers ( Chris Evans que, por incrível que pareça, está convincente ), rapaz fraquinho e cheio de si, que tem o objetivo de se juntar ás forças armadas americanas, que lutava na Segunda Grande Guerra, por volta dos anos 40. Rejeitado por seu porte físico, Rogers é convidado a participar de um experimento científico, que iria tornar quem participasse, um super soldado. Com o sucesso da experiência e com o super soldado totalmente criado, so resta aos americanos mandar o grande ( perdoe o trocadilho ) Steve Rogers para a Europa, para acabar de vez com Hitler e seus exércitos terríveis. Nascia assim, o tão peitudo Capitão América.

A respeito dessa premissa, posso dizer que ela é perfeita. Isso porquê apresentar um soldado com as cores da bandeira americana em tempos como os da segunda guerra Mundial fazem de Joe Simon e Jack Kirby os criadores mais oportunistas da história. Nada como uma figura heróica de escudo e capacete para alavancar o espírito patriótico que tem dentro de cada americano. Mas a diferença que faz o filme funcionar é a leve utilização dessa baboseira patriótica que os americanos tanto pregam. São poucas as tentativas de enaltecer a América e seus combatentes. Mas é claro, isso provavelmente foi feito para que o filme vendesse tanto nos EUA quanto no Iraque ( mesmo com minoria xiita não gostando muito de cinema. Risos. ) Fato é : funcionou.

O nosso Steve Rogers também não decepciona e leva o filme de forma fácil. Depois do fraco Jhonny Storm, na franquia Quarteto Fantástico, Chris Evans entrou em forma para o papel e se saiu bem. Trilha sonora aceitável e ritmo que não atrapalha.

Temos dois pontos fracos. Um deles é a caricaturização do general Johann Schmidt (Hugo Weaving), que se torna chefe da fação Hidra. Por vezes ele se torna tão comico quanto Voldemort no último Harry Potter.
O outro é a mania – que se torna necessária pois o cinema é uma indústria que depende dos seus lucros – de vender os próximos filmes durante a projeção do atual. A sensação que dá quando assisto a filmes como Homem de Ferro, Thor e Capitão América é que tudo isso não passa de um grande trailer, que prepara o terreno para o próximo grande filme da Marvel, ”Os Vingadores”.
É como eu disse, a história é boa e o herói é cativante, então funciona como o grande blockbuster que é. Boa diversão!

Nota. 7

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