Crítica | Kingsman: O Círculo Dourado


 

O ‘American Way’ na espionagem de alta classe!

Os caricatos e cavalheiros agentes britânicos têm dia certo para invadir as salas de cinema do Brasil. Em 28 de setembro estreia Kingsman: O Círculo Dourado, continuação direta de seu antecessor de 2015. Nessa nova produção, dirigida por Matthew Vaughn (de X-Men: Primeira Classe), somos apresentados mais uma vez ao Heróis Eggsy (Taron Egerton) e Harry (Colin Firth), porém desta vez, com aliados americanos.

A Kingsman é uma alfaiataria de fachada de uma agência independente de inteligência e espionagem, que tem sua central violentamente explodida por um míssil da nova vilã Poppy (Julianne Moore). Desamparados, os sobreviventes Eggsy (Egerton) e Merlin (Mark Strong) vão em busca dos Statesman – agencia semelhante à sua, porém americana e com um negócio de bebidas, como fachada – em busca de unir forças contra essa nova ameaça.

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De imediato, podemos vislumbrar todos os elementos que tornaram Kingsman: Serviço Secreto (2015) um longa bem-sucedido, retornarem à presente sequência. Agentes elegantemente vestidos, no melhor estilo britânico refinado, sequencias frenéticas de ação que usam e abusam de câmera de ‘perspectiva”, que segue os movimentos, como se fosse uma go pro instalada no punho do personagem enquanto acerta o adversário no rosto.

Outro fator sofisticado e elegante, que inconscientemente nos remete à James Bond, são os icônicos ‘brinquedinhos’ de agentes secretos, presentes em abundância. Como uma pasta que é uma metralhadora ou um relógio que dá choque, até mesmo um isqueiro que, na verdade, é uma granada. Todos utensílios de um lord do Reino Unido.

Vaughn, que assina a direção e também o roteiro em parceria com Jane Goldman, constrói a narrativa de forma gradual e que desperta curiosidade na plateia. Todos os porquês são respondidos pouco a pouco e o desenvolver dos personagens também acontece naturalmente. Dessa vez, também somos introduzidos à Statesman, agência de inteligência americana.

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Aqui tudo funciona similarmente à Kingsman, no entanto, com o toque estadunidense. Os ‘brinquedos’ secretos também estão presentes, mas ao invés de um isqueiro-bomba, é uma bola de baseball, ao invés de vestir ternos finos, os agentes exibem um figurino de cowboy e um deles, Whiskey (Pedro Pascal), utiliza-se de um laço de rodeio para atacar seus oponentes.

Do outro lado, está a vilã Poppy (Julianne Moore), excêntrica comandante do maior cartel de drogas do mundo, chamado de ‘círculo dourado’, título do longa. A antagonista faz jus à fórmula do filme anterior, já que na pegada de humor negro satírico, é necessário que o personagem do mal seja muito bizarro. Poppy vive nas ruínas de uma civilização, onde construiu uma mini cidade nos moldes dos anos 50.

Entretanto, a escolha de Julianne Moore para o papel parece não ter sido a mais acertada. A atriz esforça-se para soar sarcástica e ‘meiga’ enquanto realiza suas perversidades, e acaba por não passar a tão necessária naturalidade para que o público possa acreditar que ela realmente seja quem interpreta na tela.

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Taron Egerton, mais uma vez na pele de Eggsy, é a ‘cara’ da Kingsman, e agora seu personagem já incorporou todos os valores e modos da agência. O ator não só evoluiu desde seu ato anterior, mas como também demonstra um certo conforto no papel. Evidentemente, é uma das melhores performances do longa, juntamente com Colin Firth vivendo Harry mais uma vez. Entretanto, este último personagem não está exatamente como visto no primeiro filme, e os motivos não serão revelados para evitar spoilers!

No mais, Kingsman: O Círculo Dourado é uma sequência à altura de seu antecessor, e proporcionará uma emocionante jornada de ação e humor àqueles que simpatizaram com o longa anterior e que apreciam o mundo da espionagem. Contando com bons plot twists, boa performance e enredo criativo, o longa em questão é uma boa escolha para divertir-se no fim de semana.

Com ajuda do Review

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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