Crítica | Jessabelle: O passado nunca morre


Título original: Jessabelle

 

Ano: 2015

Gênero: Horror, Thriller

Duração: 90 min. (1h30min.)

Classificação: 12 anos

Roteiro: Robert Ben Garant

Direção: Kevin Greutert

Elenco: Sarah Snook, Ana de la Reguera, David Andrews, Joelle Carter, Larisa Oleynik, Mark Webber

Acesse o site oficial do filme, clicando aqui.

 

Por Pedro M. Tobias

“Mesmo com uma premissa interessante o filme se perde dentro de si”

 

Com um argumento levemente diferenciado de outros filmes do mesmo gênero, “Jessabelle: O passado nunca morre” consegue se perder dentro de si e acaba caindo em inúmeros clichês sem, contudo, entregar nada de novo ao espectador. O filme narra a história de Jessie Laurent (Sarah Snook) que, após um trágico acidente, se muda para a casa de seu pai Leon (David Andrews). Tão logo ela retorna à casa em que viveu durante a infância, passa a ser atormentada por uma presença aparentemente ligada à sua mãe Kate (Joelle Carter), que morreu de câncer quando Jessie ainda era criança.

A premissa básica de “Jessabelle”, embora interessante, não consegue salvar a obra. Inicialmente o tormento de Jessie é tratado como algo psicológico, como que fruto do trauma recém sofrido por ela. A trama do filme poderia facilmente orbitar em torno deste mote. Contudo o Roteirista Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu“, “Uma Noite no Museu 2“) desenvolve o enredo a partir daí com um sem-número de clichês e sem cumprir o principal papel  de um longa que se diz de terror: o de causar medo (ou até mesmo aflição) no espectador.

A pouco conhecida Sarah Snook (“O Predestinado“) falha de forma lastimável em convencer dos dramas que sua personagem sofre ao longo do filme. Com uma atuação pouco expressiva e, em muitas cenas até antipática, a atriz chega a parecer uma caricatura da própria Jessie, que mesmo após sucessivos eventos macabros à sua volta parece em nada se abalar.

O principal (dos muitos) problemas do filme é o roteiro. Com soluções em certo aspecto risíveis para problemas igualmente esdrúxulos, o enredo consegue pelo menos segurar o espectador durante os 90 minutos de filme com uma história simples mas que só aos poucos vai sendo desenrolada. A catártica cena final na qual todos os mistérios apresentados são, finalmente revelados é, dentro da proposta do filme, atraente, deixando (como muito comum em filmes do gênero) um gancho para uma eventual continuação.

O Diretor Kevin Greutert (“Jogos Mortais 6“, “Jogos Mortais – O Final“), talvez por pouco ousar na realização do filme, privou “Jessabelle” de cenas realmente assustadoras ou, no mínimo aflitivas. Mesmo aqueles mais sensíveis não parecem se incomodar com os poucos momentos de susto apresentados. A fotografia, embora assertiva, tampouco contribuiu para a criação da atmosfera que se esfera em filmes do gênero.

Com um final anunciado ao longo do filme mas não previsível, “Jessabelle” tem, mesmo entre vários pontos falhos, seus méritos. Mesmo com um argumento ligeiramente inovador (embora não original) o filme se perde dentro de si e acaba caindo em inúmeros clichês, o tornando uma obra cinematográfica mediana.

AVALIAÇÃO GERAL: 50% (REGULAR)

 

Assista ao trailer:

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Pedro M. Tobias

Hier encore javalis vingt ans! "O caminho do homem justo está cercado por todos os lados pela iniquidade dos egoístas e a tirania dos maus" (Ezequiel 25:17)
  • Elias

    Já não perderei meu tempo, vlw!

Crítica | Jessabelle: O passado nunca morre