Feito na América | Crítica


Tom Cruise retorna em papel que lhe cai como uma luva

E a boa pedida do fim de semana é o novo longa estrelado pelo destemido ator Tom Cruise. Feito na América (American Made) narra a verídica e inacreditável história de um piloto que trabalhava para a CIA e ninguém menos do que Pablo Escobar, durante os anos 80.  A direção fica a cargo de Doug Liman (Na Mira do Atirador) e o roteiro é assinado por Gary Spinelli (O Esconderijo).

O longa se desenvolve nos anos 80, onde Barry Seal (Cruise) é um piloto cansado dos voos comerciais entediantes e após receber um convite de Monty Schafer (Domhnall Gleeson) para um trabalho para a CIA que envolve um pouco mais de adrenalina, Seal mergulha no mundo do contrabando, chegando até a trabalhar para o infame Pablo Escobar (Mauricio Mejía).

O longa em questão é uma intensa jornada pelos gêneros ação, comédia e uma pitada de drama.

Tom Cruise, já mencionado pelo seu fraco desempenho em A Múmia, lançado este ano, retorna às telonas com fôlego e incorporando um papel que realmente consegue passar um senso de realismo ao espectador, diferentemente do seu anterior. Aqui, não temos a impressão de vermos Tom Cruise como Tom Cruise, mas sim de estarmos diante de Barry Seal.

Talvez isso dê-se ao fato de ambos personagem e ator compartilharem de algumas características em comum, como o senso aventureiro e inconsequente. Vale lembrar que Cruise nunca usa dublês! A performance do artista sem dúvida supera as expectativas e nos entrega um personagem cômico na medida certa e ao mesmo tempo, extravagante como deve ser.

O ‘empregador’ de Seal é o misterioso Schafer (Gleeson), agente da CIA responsável por comunicar as mirabolantes missões ao piloto. O mensageiro é o típico ‘bom demais para ser verdade’, uma vez que é capaz de seduzir o aviador a entrar nessa vida prometendo inúmeras vantagens.

A produção em questão segue muito objetivamente em tela, somos bombardeados com sequencias cômicas e muita ação frenética, de fazer o coração palpitar. Não há desenvolvimento dos personagens, que permanecem rasos em sua maioria, afinal, a proposta do filme é caprichar na parte visual. Nesse quesito, o diretor entrega excelentes takes aéreos e utiliza-se da handycam, dando a impressão que o espectador está também naquele ambiente.

O elenco de apoio também cumpre seu papel na trama. Sara Wright vive a esposa de Barry, Lucy Seal, e apesar de não ter muita importância no desenrolar dos eventos, representa o que nosso herói mais se importa: sua família. Cria-se assim um elo emocional forte. Caleb Landry Jones é o impertinente JB, irmão de Lucy, e por sua total irresponsabilidade, representa a primeira ‘ameaça’ ao esquema de contrabando.

Feito na América é um filme divertido, recheado de ação e humor. Apesar de raso, irá divertir àqueles que buscam adrenalina no cinema, entretanto, aos que esperam vivenciar uma sofisticada trama, esse pode não ser sua melhor escolha.

 

Com ajuda do Review

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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