Crítica | Diário De Um Banana: Caindo na Estrada


Comédia tamanho família faz adaptação fiel da obra literária best-seller ‘Diary Of A Wimpy Kid’

Em maio de 2004, o cartunista Greg Heffley lançara em formato digital, o primeiro livro de um total de 12, intitulado Diary Of A Wimpy Kid. Com desenhos simples e anotações à mão, a obra narrava o dia-dia do típico pré-adolescente americano e suas aventuras. O primeiro, quarto e nono livro foram adaptados ao cinema pela Century Fox, e este último, intitulado ‘Caindo na Estrada’ é o que a obra em análise nesta crítica adapta às telonas.

Dirigido por David Bowers, que assina a direção dos títulos anteriores da franquia, Diário de um Banana: Caindo Na Estrada, narra a jornada de Greg Heffley (Jason Drucker), que é o típico loser na escola e sonha em conhecer seu Youtuber favorito Mac Digby (Joshua Hoover), na convenção de vídeo games. Para realizar o feito, Greg conta com ajuda de seu irmão mais velho Rodrick Heffley (Charlie Wright), roqueiro e rebelde.

Ainda compondo a família Heffley, Alicia Slvertone é Susan Heffley, a atrapalhada e confiante mãe, e Tom Everett Scott é Frank Heffley, o paizão. Para somar à caricata família, Manny Heffley (Dylan Walters / Wyatt Walters) é o bebê crescidinho que inocentemente coloca o casal Heffley em alguns apuros.

Baseado na premissa acima, e com personagens que representam a família média americana, similar como Os Simpsons fazem, somos introduzidos a um filme no melhor estilo Sessão Da Tarde.

Quase todos os pré-adolescentes da geração YouTube se identificarão com Greg. O personagem é desajeitado, atrapalhado e sonha em tornar-se um Youtuber para ganhar a vida jogando vídeo game. Um dos seus melhores amigos é…seu celular!

O irmão mais velho, Rodrick, já passou um pouco dessa época e é o verdadeiro filho rebelde. Ama rock, veste camisas pretas e tem muito mais malícia do que Greg, característica que ajuda o nosso protagonista a executar ‘manobras’ mais arriscadas para conseguir o que quer.

O casal Heffley, para soar engraçado, não é muito inteligente. Especialmente o pai. Muitas vezes são distraídos de propósito, e isso dá margem aos filhos executarem seus planos e colocar todos em apuros, como Manny, o caçula que acidentalmente ganha um porco em uma feira de interior, apenas por estar desassistido por seu pai.

O longa consegue retratar com fidelidade e de forma caricata, o cenário dos jovens nos dias atuais, onde tudo é conectado, qualquer pessoa pode virar meme e a nova profissão dos sonhos é ser Youtuber. Claro que por se ambientar nos Estados Unidos, temos a ótica norte americana, porém, muitos dos fãs da série de livros que eu conheci pessoalmente, possuem alguma semelhança – seja de vida, de personalidade ou até mesmo física – com o protagonista Greg.

O roteiro do longa é bastante objetivo. Temos uma viagem de carro onde tudo pode (e vai) dar errado. O objetivo é chegar ao aniversário da Vovó Meemaw (Mimi Gould). Os clichês que cercam a narrativa são muitas vezes cansativos, já que esta fica saturada e até mesmo previsível da metade para o final da projeção, sendo o espectador capaz de prevê o que poderá dar errado na viagem frustrada. Qualquer ação, por mínima que seja, dos nossos personagens é capaz de provocar o mais desastroso resultado. Isso não é necessariamente ruim, mas acontece com tanta frequência, que desgasta o público, em tantas repetições.

É como se estivéssemos assistindo a Férias Frustradas (Vacation,2015), só que sem piadas pornográficas ou de cunho sexual. Mesmo assim, a boa performance dos atores e direção cuidadosa conseguem arrancar algumas gargalhadas genuínas. No que se propõe, adaptar com fidelidade a obra literária ao cinema, e agradar os fãs e o público em geral (leia-se, os pais dos fãs), o presente título o faz com sucesso.

No mais, estamos diante de uma produção literalmente família! É o tipo de filme, que no futuro, será exibido incansavelmente na Sessão da Tarde. É leve, divertido, e fiel ao livro que deu origem aos longas. Não espere, entretanto, que seja a melhor comédia do ano, a não ser que você seja fã dos livros ou dos lançamentos anteriores.

Com ajuda do Review

O que você achou disso?

Chorei Chorei
0
Chorei
OMG OMG
0
OMG
Fail Fail
1
Fail
Amei Amei
0
Amei
Medo Medo
0
Medo
QUE?? QUE??
0
QUE??
Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

Crítica | Diário De Um Banana: Caindo na Estrada