Crítica | Cromossomos 21


Cromossomos 21 é a expressão de um cinema independente Brasileiro

A importância de filmes sobre as minorias no Brasil e algo que não tem espaço, afinal síndrome de Down não é um assunto ‘cult’ para a população, e é justamente por isso que devemos assistir ao filme Cromossomos 21.

A longa-metragem fala sobre a vida de Vitória que é vivida por Adriele Pelentir, e sua batalha diária em viver com a doença de síndrome de Down, durante um incidente a jovem chega a conhecer Afonso (Luís Fernando Irgang) que logo se apaixonam e percebemos a proposta base, falar sobre amor, enquanto isso, durante a construção do filme o que vemos é a repulsa da mãe do Afonso (Susy Ayres) mostrando o reflexo da descriminação.

Imagem Reprodução: Filme Cromossomos 21

O grande destaque de atuação é a mãe da Vitória vivida por Deborah Finocchiaro dando um show nos monólogos. Mas os grandes problemas são os diálogos mal construídos, transições confusas, cenas ingênuas, falta de desenvolvimento de alguns personagens, coisas que acreditamos ser erros básicos de cinema, sendo um reflexo claro de baixo orçamento e falha no roteiro.

O que vemos é um filme com cunho político do grito de uma parcela brasileira que é de fato excluída, e por isso que é um filme necessário, o contexto da longa é inteiramente focada em Vitória onde quebra mais um paradigma que as pessoas com a doença de Down não são colocadas para serem os protagonistas e sim os coadjuvantes.

Cromossomos 21 é um filme particular com questões sensíveis que abre a mente para algo inédito no Brasil, é acreditar no filme independente e que dá voz, é preciso amadurecer essa ideia para que surjam semelhantes concretos, concisos e que acerte a mão deixando por vez o cinema ‘caseiro’ e ganhando repercussão fazendo a sociedade se questionar.

 

Com ajuda do Review

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William Victor

Criador, desenvolvedor do Cine Cine Mania, apaixonado pela 7° arte. Adora papa de maizena, e você?

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