Crítica | Boyhood

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Título: Boyhood
Ano: 2014
Direção: Richard Linklater
Elenco: Ellar Coltrane, Patricia Arquette, Ethan Hawke, Lorelei Linklater, Nick Krause, Sam Dillon, Evie Thompson

Por: Vitor Bruno Alves
“Uma obra prima”

Conta a história de um garoto e sua família, e a evolução da sua infância até a vida adulta. Se fosse só isso seria apenas mais um filme comum, mais o impressionante é que o filme levou 12 anos para ficar pronto, ou seja, os atores envelhecem de verdade.

É realmente fantástico ver os atores envelhecendo cena a cena e assistir a vida de uma família comum com problemas diversos como qualquer outra, ao longo de 12 anos. A história é voltada mais para vida de Mason (Ellar Coltrane) que tinha 6 anos no início do filme e 18 anos no fim. Vemos ele passar por todas as fases da vida, e por todos os problemas que ela nos proporciona, quando criança, pré-adolescência, adolescência e juventude. Mostra os primeiros valores que aprendemos com a vida.

Com certeza em alguma ocasião do filme você irá sorrir e lembrar de algum fato que aconteceu com você. Irá se identificar com alguns diálogos, modo de pensar, maneira de agir, lembrar da sua vida, de uma viagem em família, um passeio inesquecível, festas, primeiro namoro, primeiro porre…etc.

Atuações muito boas do elenco. Ethan Hawke (Sr.Mason) como o pai de Mason foi autêntico, Patricia Arquette (Olivia) como mãe de Manson foi ótima, e Lorelei Linklater (Samantha) sua irmã, não conseguiu acompanhar o mesmo desempenho de quando criança.

A atuação de Ellar Coltrane (Mason) foi incrível, pelo simples fato de pegarem uma criança de 6 anos para atuar no filme, sem saber como atuaria depois de mais velho, e ele só foi melhorando cena a cena, demonstrando ser um excelente ator.

Foi uma idéia genial fazer um filme assim, e gostoso assisti-lo. Diria que o andamento do longa foi impecável, não muito corrido e nem devagar, na medida certa, por mais que tenha sido longo, com 2h 45 minutos, você nem percebe a hora passar.

As imagens mostram exatamente cada época em que está se passando.
Uma bela trilha e de muito bom gosto para cada cena, só de começar com ColdPlay, já sabia que vinha coisa boa pela frente.

Sem dúvida eu nunca tinha visto nada do tipo, não só o fato de ter durado 12 anos impressiona, mais todo o conteúdo fantástico, e irá ficar como uma raridade eterna do cinema.

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