Crítica | As Aventuras de Tadeo 2


Animação espanhola nos leva aos mistérios do Rei de Midas

A medida que as férias escolares aproximam-se, a programação cinematográfica adapta-se à forte presença do público jovem nas salas de cinema. Para abrir esta temporada, chega às telonas de todo o Brasil, hoje, a animação espanhola As Aventuras de Tadeo 2: O Segredo do Rei Midas, sequência de título anterior lançado em 2012. A presente obra tem direção de David Alonso e Enrique Gato (de No Mundo Da Lua, 2015)

Os fatos narrados aqui acontecem dois anos após o primeiro filme. Tadeo Jones é um explorador desajeitado e que leva uma vida comum. Sara Lavrof é seu crush e uma das mais famosas exploradoras da atualidade. Porém, quando a determinada pesquisadora é sequestrada pelo milionário Jack Rackham, junto com suas descobertas que levariam ao poderoso colar de Midas, Tadeo parte em uma missão de resgate junto com sua amiga Tiffany e uma desajeitada Múmia.

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A princípio, o longa em questão transmite uma boa sensação já nas cenas iniciais. É visível que os diretores imprimem à obra um tom de mistério desde as cenas iniciais. A direção é leve e faz manter-se um constante sabor de descoberta no ar, proporcionando uma experiência que agradará aos pais e mães e fará o coração dos baixinhos acelerar.

Visualmente falando, Tadeo 2 não é a animação mais detalhada e natural dos últimos tempos, soando como um vídeo game as vezes. Porém, a abundância de cores e forma caricata dos personagens – com grandes narizes e foco em suas imperfeições – traz uma imagem simpática e bonita, tanto aos protagonistas quanto aos cenários que mostram os Estados Unidos e a Espanha em belas retratações dignas do efeito 3D. Também é dado bastante ênfase em aspectos culturais, e estes são vividos de forma cômica pela hilária Múmia que integra o time.

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Não espere, porém, um roteiro inovador. O que é proposto é um título que satiriza filmes de exploradores. Estes clichês estão presentes na trama e o público adulto os reconhecerá de imediato, mas que fará os mais novos surpreenderem-se. Apesar da previsibilidade de algumas cenas e momentos, tudo encaixa-se de forma natural e cumpre o prometido ao nos presentear com uma trama fluída que fará a plateia vibrar à medida que progride.

O desenvolvimento dos personagens também recebe devida atenção por parte dos produtores. Tadeo é bastante desastrado, porém, não soa forçado e passa a maior parte da projeção tentando pedir Sara em namoro. Esta, por outro lado, é ambiciosa e determinada e encena boas sequências de ação que reforçam a ideia de girl power. O alívio cômico permanece com a Múmia, personagem que volta do primeiro filme, sendo responsável por grande parte das piadas. O vilão Jack é o típico charlatão excêntrico que veste terno roxo com risca de giz e, mais uma vez, possui todas as ‘qualidades’ inerentes à natureza deste tipo de personagem.

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A mixagem de som agrada e faz bonito em proporcionar uma ambientação concreta e realista ao longa. Todos os efeitos são bem produzidos e integram as cenas de forma que é responsável por grande parte da ambientação mostrada perante os olhos do público. Apesar deste aspecto da projeção – o som – ser menosprezado por boa parte dos frequentadores, sem ele 50% das obras perderiam seu impacto emocional.

No mais, estamos diante de um longa que encanta pelo carisma dos personagens, qualidade visual e auditiva e por conseguir recriar o ‘clima’ de mistério e descoberta. É definitivamente um título digno de uma sessão de cinema tamanho família.

 

 

Com ajuda do Review

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!
  • Michel Barbaro

    Detalhe interessante não citado em nenhuma crítica: A Múmia é, na verdade, um travesti!

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