Crítica | Amityville: O Despertar


Recheado de jump scares e personagens rasos, público retorna à casa assombrada mais famosa do mundo.

Está em cartaz nos cinemas, mais um conto de terror envolvendo uma das mais famosas casas assombradas do mundo. Amityville: O Despertar nos leva de volta ao palco dos brutais assassinatos cometidos por Rony DeFeo, em 14 de novembro de 1974. Os fatos ocorridos no local já inspiraram inúmeras produções ao longo dos anos e agora, o longa escrito e dirigido por Franck Khalfoun (de Maníaco), chega para tentar tirar o sono do público mais uma vez.

A trama segue a jovem Belle (Bella Thorne) que se muda para Amityville com sua irmã caçula Juliet (Mckenna Grace), seu irmão em coma James (Cameron Monaghan) e sua mãe Joan (Jennifer Jason Leigh), em busca de um lugar mais ‘calmo’ para o intenso tratamento de seu filho. A medida que a família permanece na residência, estranhos acontecimentos parecem manifesta-se em torno do garoto debilitado, levantando a suspeita de que a casa seja, de fato, assombrada.

O longa em questão, é mais uma tentativa de reproduzir a tensão e choque já vistos no remake de 2005, e portanto, em nada inova e chega a ser previsível em vários momentos.

Khalfoun, que também assina como roteirista, nos apresenta um roteiro ‘direto’, sem plot twists, sem um desenvolvimento dos personagens – que permanecem rasos em todos os momentos – e ainda, um desfecho totalmente previsível. Quem já assistiu outros filmes de Amityville verá que este título em nada acrescenta à fama da casa, ao contrário, nenhuma explicação é dada sobre o passado da propriedade, e muito menos, dos personagens.

Somado à protagonistas e roteiro superficial, trata-se de um filme rápido, com apenas 85 minutos de projeção, o que leva os acontecimentos a desenrolar-se de forma igualmente rápida. Tal fato contribui para que diversos elementos sejam deixados para trás e personagens secundários surjam apenas para morrerem no lugar dos principais.

Belle (Thorne) é a típica adolescente rebelde americana, que possui zero empatia com o público. A garota é superficial e recheada de clichês. Suas ações são uma mistura de previsibilidade e inconsequência. O público não sente que ela de fato esteja vivendo aquela ameaça sobrenatural, mas sim passeando por uma casa assombrada.

James (Monaghan) é o irmão em coma e o foco da entidade maligna da mansão. No primeiro momento que sua maca é colocada no recinto, já sabemos que ele será uma presa. Diferentemente de outras obras que já exploraram um personagem em coma antes, como o excelente Sobrenatural (Insidious,2011), o presente título falha em nos transmitir medo com tal fato.  O comportamento do rapaz é estranho e previsível.

Qualquer que seja a força presente na casa, o público não consegue identifica-la, nem saber de onde veio, o que quer ou qualquer fato que dê algum sinal do que seja. Ao invés, acabamos por descobrir que se trata de ‘mais do mesmo’ e só isso. Nenhuma novidade. Nenhuma surpresa. Nenhum choque.

Ainda integrando o elenco, está Juliet (Grace) – irmã caçula de Belle – que não contribui em nada para o desfecho da trama. A mãe paranoica Joan (Leigh), que consegue, porém, transmitir alguma aflição ao público.  Ainda, o médico de James – Dr. Milton (Kurtwood Smith), também leviano e sem participação relevante na trama.

Entretanto, nenhum personagem é tão desnecessário e vago como os amigos de escola Terrence (Thomas Mann) e Marissa (Taylor Spreitler). Os dois se tornam amigos de Belle, literalmente, da noite para o dia, e seu único objetivo é contar que a casa para qual se mudou é assombrada e mostrar que existem até mesmo DVDs com filmes sobre a casa. Péssima atitude do diretor, que ‘denuncia’ que os fatos anteriores foram filmes e não fatos reais dentro do ‘universo’ de Amityville.

Os dois personagens saem de cena tão rápido quanto entram, e em nada contribuem para o desenrolar dos fatos. Lamentável.

Apesar de muitos jump scares, oriundos especialmente do som que não poupa pancadas e estalos fazendo a plateia literalmente, pular, o longa falha em todos os aspectos. Fraco, previsível e repleto de personagens sem importância. A sensação é que estamos diante de uma daquelas sequências lançadas direto em DVD, que foi feita apenas para divertimento rápido.

Em tempos de filmes de terror como Invocação do Mal, Annabelle, IT: A Coisa e Sobrenatural, longas que são realizados sem o devido cuidado, acabam se tornado títulos que logo serão esquecidos. Amityville: O Despertar proporcionará bons e rápidos sustos, mas não agradará espectadores acostumados com terror de alta qualidade, como os mencionados anteriormente.

Com ajuda do Review

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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