Crítica | Alien: Covenant


Por Thiago Schumacher

Novo longa de Ridley Scott diverte, mas não inova.

O famoso diretor Ridley Scott, responsável por grandes títulos do cinema de ficção científica tais como Perdido em Marte, Blade Runner – O Caçador de Andróides, e criador da série de filmes Alien, de 1979, retorna às telas com o novíssimo Alien: Covenant. Sequência do longa Prometheus, de 2012.

O ano é de 2014 e a espaçonave Covenant está transportando mais de dois mil passageiros e mil embriões para colonizar um planeta que possui condições de vida similares às da terra. Porém, durante a viagem, um surto de energia danifica a nave e mata o capitão, além de acordar os outros passageiros outrora adormecidos.Enquanto buscam consertar a nave, a tripulação intercepta uma transmissão de rádio vinda de um planeta desconhecido que está muito mais perto do que a colônia para a qual estavam seguindo. Logo, é decidido que devem ir até a fonte da transmissão, no planeta desconhecido. Walter (Michael Fassbender), Faris (Amy Seimetz), Karine (Carmen Ejogo) e Daniels (Katherine Waterston) descem até o recém descoberto ambiente para desvendar que a tão sonhada colônia está mais distante de acontecer do que eles imaginam.

Com base nessa premissa, inicia-se uma misteriosa busca por locais macabros e assustadores. A equipe logo descobre restos e pertences dos tripulantes da Prometheus, e não demora muito até tornarem-se vítimas da fúria e ira que existe nos ovos adormecidos dos Aliens.

O elenco desempenha papel crucial no desenrolar da estória. O nível realista de atuação é notável e as emoções estampadas nos rostos daqueles personagens são tão reais quanto poderiam ser. O grande destaque vai para Michael Fassbender (Assassin’s Creed) que interpreta os androids gêmeos Walter e David (de Prometheus). Apesar de terem aparência idêntica, os dois protagonistas possuem personalidades completamente distintas e a boa atuação de Fassbender trás à luz essas discrepâncias.

Também integrando o elenco, temos Katherine Waterston (Animais Fantásticos e Onde Habitam) exalando girl power em diversos momentos. A personagem demonstra fragilidade inicialmente, porém, logo nos prova que isso não é sinônimo de fraqueza e que irá lutar até a última gota de sangue para permanecer viva. A boa atuação de Waterston a faz uma das mais importantes personagens do grupo de soldados.

A atmosfera de Alien: Covenant continua macabra e creepy, mas não tanto como visto nos filmes anteriores do universo Alien. Leva um certo tempo até que nossos visitantes desavisados encontre seus inimigos, entretanto, uma vez apresentados, tudo passa a acontecer rápido demais, não dando tempo do espectador sentir e absorver o suspense inerente àquele cenário.

As criaturas retornam tão perversas e perigosas como já vistas anteriormente, com recursos visuais de encantar os olhos. Tudo é muito real e apesar de sabermos que a computação gráfica é a responsável, não somos distraídos da ação por conta disso.

O longa ainda tira alguns momentos para homenagear títulos passados e o terror que definiu uma geração dos anos 80, o trash. Em determinada cena, temos uma sequência extremamente sangrenta e clássica, digamos. Os fãs rapidamente identificarão a referência.

Apesar de divertido e cativante, o título em análise falha no quesito inovação, não adicionando qualquer elemento novo ou algo 100% inédito. É mais da mesma formula, da mesma receita. Porém, para aqueles que nunca vivenciaram os asquerosos Aliens antes, é uma boa oportunidade para iniciar-se e se possível, numa sala IMAX.

Avaliação: 75% – Divertido, mas não inovador.

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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