Crítica 2 | O Exterminador do Futuro: Gênesis

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Título original: Terminator Genisys

 

Ano: 2015

Gênero: Ação, Aventura, Ficção-Científica

Duração: 126 min. (2h06min.)

Classificação: 12 anos

Roteiro: Laeta Kalogridis, Patrick Lussier

Direção: Alan Taylor

Elenco: Arnold Schwarzenegger, Emilia Clarke, Jai Courtney, Jason Clarke, J. K. Simmons, Lee Byung-hun, Douglas Smith

Acesse o site oficial do filme, clicando aqui.

 

 Por Pedro M. Tobias

I’ll be back… De novo, de novo e de novo”

 

Em 1984, James Cameron (“Titanic“, “Avatar“) – até então desconhecido do grande público – apresentou ao mundo O Exterminador do Futuro. O cineasta, que também assinou o roteiro do filme, conseguiu entregar uma obra que ficaria marcada na história do cinema. O sucesso do longa foi tanto que rendeu, sete anos depois, uma continuação. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final não só manteve todos os elementos positivos de seu antecessor como os elevou de forma exponencial.

Nascia aí uma das maiores e mais lucrativas franquias cinematográficas de todos os tempos.

Em 2003, já sem a presença de Cameron, a franquia ganhou seu terceiro filme, A Rebelião das Máquinas. Apesar de não ter tido boa recepção por parte da crítica e dos fãs da saga, o longa arrecadou pouco mais de US$ 433.000.000,00 (quatrocentos e trinta e três milhões de dólares), o que rendeu, em 2009, mais um filme, A Salvação.

Apesar do enorme sucesso de bilheteria das duas últimas sequências, a franquia como um todo havia sido abalada. Surgiu então, a ideia d’O Exterminador do Futuro: Gênesis, que, apesar de ser uma continuação direta da saga, funciona ao mesmo tempo como reboot.

Procurando ampliar o uso de inteligência artificial, a humanidade acaba criando, através da Cyberdyne Systems, a Skynet, que após assumir o controle dos principais sistemas de defesa e comunicação mundiais, identificou na humanidade uma ameaça à sua existência. Pronto! Essa é a premissa básica que acompanha todos os filmes da franquia Exterminador do Futuro.

Em Gênesis acompanhamos a última investida da resistência liderada por John Connor (Jason Clarke) contra a Skynet. Após perceber a iminência de sua destruição, um Exterminador T-800 é enviado ao passado a fim de matar a mãe de Connor, Sarah (Emilia Clarke) e impedir os acontecimentos vindouros. Kyle Reese (Jai Courtney) é então mandado de volta com a missão de frustrar os planos da Skynet. Até aí tudo parece confluir para os acontecimentos narrados no primeiro filme, contudo, uma mudança inesperada cria uma linha do tempo fragmentada.

A partir daí a trama que deveria transcorrer por si só, se vê muito mais focada nas referências diretas à própria franquia do que em desenvolver-se. Apesar de extremamente nostálgico ver algumas frases de efeito e cenas clássicas refeitas, a intensidade e a forma como o Diretor Alan Taylor (“As Novas Roupas do Imperador“, “Thor: O Mundo Sombrio“) optou por mostrá-las chega a incomodar mesmo o fã mais fervoroso da franquia.

As atuações, apesar de convincentes, não entregam nada próximo daquilo que já foi visto antes na franquia. Isto é bem mais válido para o casal de protagonistas. Emilia Clarke (“A Recompensa“, “Game of Thrones“), apesar de mostrar competência e versatilidade no papel de Sarah Connor, não consegue convencer em nenhum momento de que passou a vida se preparando para a “luta”. Jai Courtney (“Promessas de Guerra“, “A Série Divergente: Insurgente“), por sua vez, parece repetir o papel de outros tantos filmes de ação dos quais já fez parte.

Outro que decepciona é Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto“, “Crimes Ocultos“). O ator, que substitui Christian Bale – que não pôde reprisar o papel de O Exterminador do Futuro: A Salvação por motivos de agenda – simplesmente não consegue trazer nada de novo ao personagem. Não fosse sua relevância para o roteiro, seu personagem passaria facilmente despercebido.

Vale enaltecer a volta de Arnold Schwarzenegger (“Os Mercenários 3“, “Maggie: A Transformação“) ao papel que lhe rendeu reconhecimento em Hollywood. O “coroa”, hoje com 67 anos, se mostra à vontade como um T-800 que se apresenta (talvez como a própria franquia) cansado após décadas de demanda.

"Come with me if you want to live!"
“Come with me if you want to live!”

O que mais incomoda em O Exterminador do Futuro: Gênesis é a tentativa inócua de ser épico/catártico. O clímax do filme, após quase 2h de muitas cenas de ação, acaba se perdendo. Parece que o Diretor se esforçou muito para que o filme fosse, a exemplo do recente Mad Max: Estrada da Fúria, dotado de uma cólera frenética. Essa quantidade absurda de sequências de ação torna banal a resolução da obra.

Apesar de não acrescentar em nada à franquia, o longa é competente em sua proposta e funciona isoladamente como filme de ação, além de deixar o terreno aberto para as já confirmadas continuações que devem sair até 2019 (quando os direitos da franquia voltam a James Cameron). Pela atuação consistente de Schwarzenegger e pela nostalgia que evoca, vale a pena conferir mais esse capítulo da saga Exterminador do Futuro nos cinemas, preferencialmente em 3D.

AVALIAÇÃO GERAL: 50% (REGULAR)

 

Assista ao trailer:

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