Crítica 2 | Mulher-Maravilha


Título original: Wonder Woman

Ano: 2017

Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

Duração: 141 min. (2h21min.)

Classificação: 12 anos

Roteiro: Allan Heinberg

Direção: Patty Jenkins

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, Danny Huston, Elena Anaya, Saïd Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, David Thewlis, Lucy Davis

Acesse o site oficial do filme, clicando aqui.

 

Por Pedro M. Tobias

“Um filme sobretudo necessário”

 

Em Dezembro de 1941, a personagem criada por William Moulton Marston faria sua primeira aparição nas revistas em quadrinhos. Com a enorme fama alcançada, a Mulher-Maravilha ganhou, em 1975 uma série de TV estrelada por Lynda Carter. Finalmente, após algumas tentativas malsucedidas, a heroína chega aos cinemas, em 2017, e promete agradar aos fãs que a muito aguardam um filme solo.

O filme conta a trajetória de Diana (Gal Gadot) desde a infância na Ilha Themyscira até atingir a idade adulta. Ela é treinada pela General Antiope (Robin Wright) mesmo contra a vontade de sua mãe, a Rainha Hippolyta (Connie Nielsen). Tudo muda quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) sofre um acidente e vai parar na Ilha até então oculta e conta a Diana sobre a Guerra de enormes proporções que está sendo travada fora dali.

O roteiro, escrito por Allan Heinberg (“The O.C.: Um Estranho no Paraíso“, “A Anatomia de Grey“), um estreante nas telonas, não foge muito da já imortalizada Jornada do Herói de Joseph Campbel. Entretanto, o protagonismo feminino é tema recorrente, apesar de não buscar chamar atenção em meio às muitas cenas de ação e diálogos sobretudo expositivos. Em uma cena específica, por exemplo, Steve fala a Diana que não pode deixa-la fazer algo, ouvindo de pronto “não cabe a você decidir o que eu faço”.

A Diretora Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino“), apenas em seu segundo longa, parece deslocada, principalmente durante as cenas de ação, que parecem até certo ponto emular o trabalho de Zack Snyder. Talvez isso se deva, em parte, ao coordenador de dublês Damon Caro (“300: A Ascensão do Império“, “Batman vs Superman: A Origem da Justiça“), colaborador frequente de Snyder, que assina também como diretor de segunda unidade em Mulher-Maravilha.

Gadot (“Mente Criminosa“, “Vizinhos Nada Secretos“) parece irradiar simpatia e carisma, e a diretora consegue usar isso muito bem a seu favor. Não são poucos os enquadramentos da atriz em primeiro plano ou mesmo em close, o que só ressalta essa característica.

Deixando para trás as pesadas críticas sofridas quando de sua escalação para o papel, Gadot se prova mais que capaz no papel da heroína, conseguindo se sair bem mesmo nas cenas mais dramáticas. Chris Pine (“A Qualquer Custo“, “Star Trek: Sem Fronteiras“), a seu turno, mostra química com sua companheira de cena sem nunca roubar seu protagonismo chamando mais atenção para si, o que em parte é mérito do roteiro.

Outro ponto positivo do longa é a montagem. Martin Walsh (“Cinderela“, “Voando Alto“) consegue dar uma fluidez incrível às quase duas horas e mais de filme. Contribuem para isso os inúmeros (mas não desnecessários ou cansativos) punchs onde Diana mostra seu protagonismo, bem como os momentos de humor, que não extrapolam o tom.

A Mulher-Maravilha surgiu como um exemplo de feminilidade forte, livre e corajosa, e o filme dirigido por Jenkins deixa isso claro. Em um meio marcado por constantes casos de machismo e misoginia, Mulher-Maravilha é uma obra sobretudo necessária, e isso fala mais alto que certos problemas de estrutura principalmente na parte final, ou mesmo de coreografia e enquadramentos nas cenas de ação.

AVALIAÇÃO GERAL: 80% (ÓTIMO)

 

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Pedro M. Tobias

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