Crítica 2 | IT: A Coisa


Nova adaptação de Stephen King às telonas nos imerge em um verdadeiro pesadelo

Está em cartaz nos cinemas brasileiros, desde a última quinta-feira 07, o novo longa de terror baseado na obra literária homônima do consagrado escritor Stephen King. IT: A COISA é dirigido por Andy Muschietti (de Mama) e tem roteiro adaptado ao mundo cinematográfico por Chase Palmer, Cary Fukunaga e Gary Dauberman e nos traz o icônico palhaço Pennywise, vivido na tela por Bill Skarsgard, pronto para chocar plateias mundo afora.

A narrativa desenvolve-se na cidadezinha americana Derry e acompanha um grupo de colegas composto por Bill Denbrough (Jaeden Lieberher), que há um ano vem procurando por seu irmãozinho desaparecido Georgie Denbrough (Jackson Robert Scott) junto com Bem Hanscom (Jeremy Ray Taylor), Richie Tozier (Finn Wolfhard), Mike Hanlon (Chosen Jacobs), Eddie Kaspbrak (Jack Dylan Grazer) e Stanley Uris (Wyatt Oleff). Ainda no grupo, Beverly Marsh (Sophia Lillis) é a única garota do bando e importante personagem na trama.

A vida dos nossos protagonistas ganha um novo rumo a partir do momento que o irmão de Bill desaparece e o garoto cria uma certa obsessão em encontra-lo. Os amigos ainda por cima são perseguidos e sofrem bullying de Henry Bowers (Nicholas Hamilton), sendo considerados losers (perdedores) por todos da escola. Pouco a pouco, os desavisados colegas passam a avistar o sinistro palhaço Pennywise, que acreditam ter forte ligação com o desaparecimento de Patrick.

Com base nessa premissa, o público é mergulhado em um universo de terror psicológico muito inteligente, que vai do abuso doméstico à entidade demoníaca que os cerca.

O diretor nos apresenta, de imediato, todos os personagens do filme. No início, já vemos do que o horrendo palhaço é capaz, nas chocantes cenas iniciais. Logo mais, somos introduzidos aos nossos carismáticos heróis. A narrativa é gradualmente construída, e aos poucos, aprofunda- se em todo o passado dos protagonistas e seus dramas pessoais. Somos inundados com um imediato sentimento de empatia por todos os jovens e desde o princípio, torcemos para que consigam repelir o perigo que os persegue.

Um dos pontos mais altos da produção, é a atmosfera perigosa que é criada em torno dos atores mirins. O longa mantém o público tenso e atento durante todos os 135 minutos de projeção. O perigo está em todo lugar, principalmente, dentro de casa. Os jovens sofrem tanto bullying na escola e abusos domésticos, que acaba tornando a entidade demoníaca, travestida de palhaço, mais um perigo, mas sem dúvida, o mais assustador elemento de terror que compõe a produção.

Somado à atmosfera tensa e inquietante, está a excepcional performance do elenco. Temos a legítima impressão de que o que se passa em tela é real, e a sensação de sermos transportados para dentro do filme, vivendo o terror na nossa própria pele.

A obra brinca com sustos inesperados e imprime no nosso vilão diversos elementos que fazem dele um dos mais assustadores dos últimos tempos! Pennywise é brincalhão, cômico na medida certa e representado por um balão de gás hélio vermelho. Mesmo sem poder vê-lo de imediato, sabemos que está por perto.  A criatura habita os esgotos da cidade e possui habilidade de se transformar no que as crianças mais têm medo.

Além do aspecto terror, o longa tem uma grande carga de drama pessoal, vivido pelos jovens. Apesar de não termos muita explicação acerca do passado do palhaço, o inverso se aplica ao grupo de estudantes. Eles não desfrutam de vidas perfeitas ou possuem pais protetivos, ao contrário, grande parte do terror psicológico é oriundo do fato de estarem desprotegidos, e ao menos que unam forças, serão capazes de combater os abusos domésticos e demoníacos que vêm em sua direção.

A mixagem de som é fator grandioso na obra em análise. Este que vos escreve, pôde vivenciar o longa no incrível formato IMAX, e aqui, o medo foi triplicado. A enorme tensão e impacto das cenas são, em grande parte, entregues pela trilha do filme. A voz horripilante e inocente de Pennywise é de gelar a espinha. O eco melancólico nos túneis de esgoto, o silêncio ensurdecedor da cidade deserta e o impacto da presença maligna fazem o espectador saltar de seu assento e roer as unhas de aflição.

Muito se discutia sobre o gênero do terror ser marginalizado e arrancar mais risos do que medo das plateias. Porém, IT: A COISA, chega para mostrar que o terror está mais vivo do que nunca, e é capaz de lotar salas enormes de cinema. É terror levado a sério, bem produzido, bem atuado e belissimamente construído.

O título em questão tem todos os elementos para se tornar um clássico moderno, é tenso, assustador, dramático e intrigante. As pessoas sairão das salas de projeção com a sensação de ter embarcado em uma montanha russa, sem fôlego.

No mais, dispensa mais comentários, acerca da qualidade e carga emocional presente no longa, porém, foi mencionado por alguns críticos que a obra ‘era mais drama do que terror’. Sou obrigado a discordar, pois, o ‘drama’ apresentado apenas contribui ainda mais para o aspecto terror psicológico, em genial sacada por parte dos produtores. IT: A COISA é indispensável aos amantes de terror e cinéfilos que apreciam cinema de alta qualidade, além de um convite ao macabro universo de Stephen King.

Com ajuda do Review

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Thiago

Professor de inglês e Advogado. Apaixonado por música, filme e pizza!

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