Crítica 2 | Alien: Covenant


Por William Victor

Com pouco suspense, Ridley Scott entrega uma obra com lacunas abertas e roteiro fraco.

A franquia Alien foi uma verdadeira mudança nos suspenses/terror em seu lançamento, e o responsável por fazer isso se tornar real foi o visionário diretor Ridley Scott, se antes o vislumbre de ver um universo de ficção cientifica ser tão ameaçador e ter uma estória empolgante como base, hoje a franquia empolga, mas não progride em relação ao seu antecessor Prometheus.

Imagem Reprodução Fox Films

Nossa nova estória, conta que uma nave ‘Covenant’ leva abordo cerca de 2 mil pessoas para uma missão de colonizar um planeta semelhante a terra, neste meio tempo acontece um desastre na nave e acorda alguns dos passageiros que posteriormente vão concertar o problema que leva ao óbito de um capitão. Quando o problema é resolvido eles interceptam um sinal de rádio de um planeta que havia grandes chances de ser habitado gastando pouco tempo em relação ao planeta de destino. Já chegando no planeta os tripulantes acham vestígios da nave Prometheus, e são expostos a primeira ameaça, os aliens adormecidos.

Imagem reprodução Fox Films | Alien

Existe no filme uma construção narrativa aparentemente boa até explicativa, mas existem lacunas que não são explicadas e isso podemos dizer que é um problema de edição, como em um determinado momento um povoado que existia no planeta somos contemplados em ver sua destruição, mas na forma que é posta a cena não faz sentindo algum, além de que não tem ligação explicada com Prometheus.

O elenco aqui tem papel crucial para desenvolver as emoções do filme, já que o diretor parece não ligar para a linha Sci-fi criada no filme anterior, resultando em pular para as cenas de matança e sangue. A excelente protagonista Daniels (Katherine Waterston), é uma forte personagem que mostra seu lado de persistência onde lembra bastante o filme original, inclusive o pôster de divulgação relembra o clássico da década de 70, já Michael Fassbender faz um papel excelente de dois androides, você é levado a sentir a atmosfera dos droids em aventuras espaciais, e sua atuação é crucial para a explicação mais complexa do filme, sobre a criação que vem de Deus e quem tem o poder da criação.

Imagem reprodução – Fox Films – Ridley Scott

A trilha sonora que por momentos esquecidos, traziam resquícios da música tema, e a mágica das explorações espaciais dos anos oitenta, a proposta parece reverenciar o antigo e isso funciona muito bem na criação do suspense.

Em suma, o filme tem desfalques no roteiro enfraquecendo os personagens e deixa-os como meros coadjuvantes que vão fazer besteira e por fim morrer. Scott repete a formula abrindo espaço para mais filmes quem sabe até mesmo derivados, se vale a pena?! Sim, é sempre bom rever as criaturas que mudaram a ficção cientifica no espaço e por fim deram medo nas décadas passadas, o filme é um espetáculo visual resultando numa boa diversão.

Avaliação: 70% – vale o preço do ingresso

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William Victor
Criador, desenvolvedor do Cine Cine Mania, apaixonado pela 7° arte. Adora papa de maizena, e você?

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