12 Filmes para ver a dois #2


Em Junho de 2015 fizemos uma lista com 12 Filmes para ver a dois em comemoração ao Dia dos Namorados. Chegou a hora de revisitar a lista, apresentando mais 12 (doze) filmes que de alguma forma trazem o amor como propulsor da trama. Vale dizer, os filmes não estão ranqueados de forma que haja hierarquia entre eles. Nosso objetivo é apenas indicá-los.

Questão de Tempo (About Time, 2013)

O filme conta a história de Tim (Domhnall Gleeson), que é surpreendido pelo pai (Bill Nighy) com a notícia de que pode viajar no tempo. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, o que acaba se mostrando uma tarefa complicada.

Dirigido e roteirizado pelo experiente Richard Curtis (“Cavalo de Guerra“, “Simplesmente Amor“), Questão de Tempo é mais um filme que trata como pequenas decisões individuais tomadas ao longo de nossas vidas podem ter um impacto enorme em nosso futuro e na vida de outras pessoas, especialmente aquelas que amamos.

Uma linda Mulher (Pretty Woman, 1990)

Richard Gere (“O Jantar“, “Norman: Confie em Mim“) é Edward Lewis, um empresário do setor financeiro que acaba se perdendo em Hollywood Boulevard. Após pedir ajuda a Vivian (Julia Roberts), uma garota de programa, ele resolve contrata-la por uma semana. Neste período ela se transforma em sua acompanhante durante compromissos sociais, mas os dois começam a se envolver e a relação entre eles muda.

Uma linda Mulher usa e abusa de um sem número de clichês mas quando o faz, tem como propósito realçar a narrativa construída pelo Diretor Garry Marshall (“Noite de Ano Novo“, “O Maior Amor do Mundo“) a partir do roteiro de J. F. Lawton (“DOA: Vivo ou Morto“, “Jackson“)

Cidade dos Anjos (City of Angels, 1998)

Em Los Angeles, uma dedicada cirurgiã (Meg Ryan) fica arrasada quando perde um paciente durante uma operação, no mesmo instante em que um anjo (Nicolas Cage), que estava na sala de cirurgia, começa a se sentir atraído por ela. Em pouco tempo ele fica apaixonado pela médica e resolve ficar visível para ela, a fim de poder encontrá-la frequentemente, o que acaba provocando entre os dois uma atração cada vez maior, fazendo-o cogitar em deixar de ser um imortal.

Baseado no jovem clássico “Asas do Desejo“, Cidade dos Anjos tem como seu plot o amor impossível. O “choque cultural” entre as realidades do casal de protagonistas é retratado de forma competente pelo Diretor Brad Silberling (“Gasparzinho, o Fantasminha Camarada“, “Desventuras em Série“). A química entre Cage (“Con Air – A Rota da Fuga“, “A Outra Face“) e Ryan (“Coragem Sob Fogo“, “A Lente do Amor“) agrada por transmitir muito bem um amor que não é passional, mas sobretudo terno.

Beijei uma Garota (Toute Première Fois, 2015)

O enredo acompanha Jérémy Deprez (Pio Marmaï), prestes a se casar com Antoine (Lannick Gautry) após 10 (dez) anos de relacionamento, mas que após uma noite de ‘farra’ com o melhor amigo e sócio Charles (Franck Gastambide), acaba transando com Adna (Adrianna Gradziel). Apesar de nunca ter estado com uma garota antes, Jérémy se apaixona perdidamente, o que gera o conflito que dá base tanto ao desenvolvimento do filme quanto da crítica nele contida. Sem saber exatamente como proceder, Jérémy passa a levar uma vida dupla.

Dirigido e roteirizado pela dupla de cineastas franceses Maxime Govare e Noémie Saglio – debutantes nas telonas, Beijei uma Garota constrói, ao mesmo tempo, crítica social e ode à verdadeira busca da felicidade, enquanto deleita o espectador através de uma trama simples e recheada de clichês, contudo leve e divertida. A crítica do filme pode ser lida aqui.

A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953)

Uma princesa (Audrey Hepburn) tem uma crise nervosa por causa da agenda cheia de compromissos repetitivos e entediantes: o que ela quer é apenas viver como uma garota normal. Então, durante a noite foge do seu palácio e acaba encontrando não um príncipe encantado, e sim um jornalista interesseiro (Gregory Peck), que a reconhece e quer conseguir uma reportagem exclusiva que lhe renderá uma enorme quantia de dinheiro.

O Diretor William Wyler (“O Morro dos Ventos Uivantes“, “Ben-Hur“) consegue trabalhar muito bem a dinâmica entre seus protagonistas. Gregory Peck (“Os Canhões de Navarone“, “O Sol É Para Todos“), ator já experiente à época, não ofusca a então “novata” Audrey Hepburn (“Sabrina“, “Bonequinha de Luxo“), que em seu primeiro longa como protagonista já recebeu uma estatueta no Oscar. É curioso que exatamente por conta de ser seu primeiro grande trabalho, Hepburn pediu a Wyler que, de forma não convencional, filmasse o longa em ordem cronológica, o que certamente foi decisivo para sua interpretação. Vale ressaltar, enfim, que o roteiro – também premiado no Oscar – foi escrito por Dalton Trumbo (“Spartacus“, “Papillon“), não creditado originalmente por conta da perseguição a “artistas subversivos” em Hollywood.

Todos dizem Eu te Amo (Everyone Says I Love You, 1996)

Holden (Edward Norton) e Skylar (Drew Barrymore) estão apaixonados. Seus pais, Bob (Alan Alda) e Steffi (Goldie Hawn), estão casados há muitos anos. Joe (Woody Allen), um amigo da família, tem uma filha com Steffi, DJ (Natasha Lyonne). Após outra relação fracassada, Joe está sozinho outra vez. Ele voa para Veneza e lá conhece Von (Julia Roberts), a quem faz acreditar que ele é o homem de sua vida. Mas a felicidade de Joe é passageira, pois após algum tempo depois Von volta para seu marido. Enquanto isso, Steffi dedica parte do seu tempo para obras de caridade e consegue fazer com que Holden e Skylar rompam a relação ao apresentá-los Charles Ferry (Tim Roth), um detento recém-libertado.

Woody Allen (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa“, “Hannah e Suas Irmãs“) trabalha muito bem o conceito da frase que dá nome ao filme. Aqui, Todos dizem Eu te Amo, e esse amor se apresenta das mais variadas formas. A ironia cômica característica do Diretor abre espaço para o romance inebriante através de números musicais que se destacam exatamente pela identificação do espectador com os personagens. Chega a ser engraçado ver Edward Norton (“A Outra História Americana‘”, “Moonrise Kingdom“) cantando e tentando, em vão, acompanhar o corpo de dança.

Amor e Outras Drogas (Love & Other Drugs, 2010)

Maggie (Anne Hathaway) é uma mulher de espí­rito livre que não quer se amarrar de maneira alguma. Ela só não esperava conhecer Jamie (Jake Gyllenhaal), um charmoso vendedor de produtos farmacêuticos que tem todas as mulheres aos seus pés. Aos poucos o relacionamento evoluiu e ambos descobrem que estão sob a influência da droga mais forte já inventada: o amor.

Amor e Outras Drogas gira em torno de competitividade e escolhas. A narrativa, apesar de construir personagens cativantes, o que é reforçado pela excelente química entre Anne Hathaway (“Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge“, “Os Miseráveis“) e Jake Gyllenhaal (“Os Suspeitos“, “O Abutre“), deixa um pouco a desejar em seu ato final.

Ritmo Quente (Dirty Dancing, 1987)

Frances Houseman (Jennifer Grey), ou “Baby”, como é chamada pela família, uma jovem de 17 anos, viaja com seus pais, Marjorie (Kelly Bishop) e Jake Houseman (Jerry Orbach) e sua irmã Lisa (Jane Brucker) para um resort em Catskills. Quando Penny (Cynthia Rhodes), a parceira de dança de um dos funcionários do resort, Johnny (Patrick Swayze), fica grávida por ter se envolvido com Robbie Gould (Max Cantor), um dos garçons, Baby se oferece para aprender a dançar e substitui-la.

Ritmo Quente é, certamente, um dos clássicos da Sessão da Tarde na Rede Globo, tendo sido reprisado um sem número de vezes ao longo dos anos. É impossível não ser contagiado pelo carisma de Patrick Swayze (“Ghost: Do Outro Lado da Vida“, “Caçadores de Emoção“) e pelo menos sonhar em reproduzir os passos tão bem coreografadas de “I’ve Had the Time of my Life”, de Bill Medley e Jennifer Warnes.

Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual (Medianeras, 2011)

Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) vivem na mesma rua, em edifícios opostos, mas eles nunca se conheceram. Eles andam pelos mesmos lugares mas nunca notaram um ao outro. Quais são as chances deles se conhecerem em uma cidade de três milhões de habitantes?

Baseado em seu curta homônimo de 2005, Gustavo Taretto (“Una vez más“, “Las insoladas“) busca clara inspiração em Woody Allen, sobretudo no início de carreira. A ironia presente em seu texto e os problemas e neuroses de seus protagonistas casam de forma certeira com o clima cosmopolita de Buenos Aires que ele quer transmitir.

Noiva em Fuga (Runaway Bride, 1999)

Maggie Carpenter (Julia Roberts) possui um grave problema: não consegue se casar. Já tentou por 3 vezes, mas na hora da cerimônia algo acontece e ela sempre foge do altar. Quando a história chega aos ouvidos de Ike Graham (Richard Gere), um jornalista machista da cidade grande, ele a publica em sua coluna e logo em seguida é demitido por não ter confirmado a história antes. Decidido a recuperar o emprego, Ike parte para a cidade de Maggie a fim de provar que a história da noiva fujona é verídica.

Quase uma década após o último trabalho juntos, Julia Roberts (“Um Lugar Chamado Notting Hill“, “O Casamento do Meu Melhor Amigo“) e Richard Gere (“As Duas Faces de Um Crime“, “Dança Comigo?“) mostram novamente a química que fez de “Uma Linda Mulher” um sucesso. O Diretor Garry Marshall que também dirigiu o casal em sua colaboração anterior usa essa intimidade a seu favor e, amparado no bom roteiro de Josann McGibbon e Sara Parriott constrói um filme quase irretocável. Destaque para uma das maiores declarações de amor da história do cinema.

Simplesmente Acontece (Love, Rosie, 2014)

Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas.

Roteirizado por Juliette Towhidi (“Garotas do Calendário“, “Juventudes Roubadas“) a partir da obra de Cecelia AhernSimplesmente Acontece abraça todos os clichês do gênero de forma assertiva. A pureza da relação entre os personagens de Lily Collins (“Espelho, Espelho Meu“, “Okja“) e Sam Claflin (“Jogos Vorazes: Em Chamas“, “Como Eu Era Antes de Você“) dá o tom ao romance entre eles e força a identificação do espectador com seus dramas pessoais.

Amizade Colorida (Friends with Benefits, 2011)

Jamie (Mila Kunis) é uma jovem recrutadora de Nova York que convence um cliente em potencial (Justin Timberlake) a deixar seu emprego em São Francisco para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Apesar de haver uma atração mútua, ambos percebem que tudo de que eles estão fugindo é de um relacionamento e decidem se tornar amigos… com “benefícios”.

Amizade Colorida tenta, até determinado ponto, se afastar dos clichês e elementos indispensáveis ao gênero, o que é feito de forma incrível. A crítica aparece na indiferença (e porquê não aversão) a sentimentos nobres por parte de seus protagonistas. Infelizmente essa proposta perde espaço justamente para os clichês que busca evitar, acabando por sucumbir ao “romantismo”, por assim dizer, inclusive com direito a declaração pública de amor no meio de um Shopping Center.

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Pedro M. Tobias

Hier encore javalis vingt ans! "O caminho do homem justo está cercado por todos os lados pela iniquidade dos egoístas e a tirania dos maus" (Ezequiel 25:17)

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