10 filmes para ver e sentir-se bem

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Feel Good Movie é, por definição, o tipo de filme que, independente de como você estiver, tem a capacidade de te fazer sentir-se bem, mais leve. Apesar da subjetividade do conceito, há algumas histórias que são tão bem contadas que simplesmente te conquistam de primeira. São tramas que não saem da sua cabeça por dias e que, de tão impactantes, você quer mostrar para todo mundo só pelo prazer de dividir esta experiência. Fizemos uma seleção de 10 (dez) destes filmes, não buscando colocá-los em um ranking, mas apenas indicá-los. Quem sabe eles não te incentivam a mudar a maneira como enxerga o mundo ao seu redor.


O Show de Truman (The Truman Show, 1998)”

 

Estrelado por Jim Carrey (“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças“, “Sim Senhor“) e dirigido pelo cineasta australiano Peter Weir (“Sociedade dos Poetas Mortos“, “Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo“), O Show de Truman narra a história do pacato vendedor de seguros Truman Burbank (Carrey), que tem sua vida inteiramente mudada ao descobrir que, desde que nasceu, é o astro de um show de televisão dedicado a acompanhar todos os passos de sua existência.

Basicamente, o filme trata sobre liberdade e sobre como às vezes nosso medo do incerto nos impede de realizar grandes feitos. Truman, apesar de ter, desde criança, uma enorme vontade de explorar o mundo, se vê – tanto pela influência dos pais e amigos quanto pelo próprio medo de sair da sua zona de conforto – estagnado diante de uma vida medíocre e extremamente monótona. Neste aspecto, é interessante perceber como ao longo do filme ele vai se tornando menos condescendente e passa a questionar cada vez mais suas próprias motivações, chegando à uma catártica cena final.

 

Chefe (Chef, 2014)”

 

Dirigido, Roteirizado e protagonizado por Jon Favreau (“Zathura – Uma Aventura Espacial“, “Homem de Ferro), Chefe é um daqueles filmes pouco pretensiosos mas que prendem o espectador com um enredo simples mas divertido e apaixonante. Carl Casper (Favreau) é um chefe de cozinha que, mesmo sendo considerado um gênio da profissão, não conseguiu atender às expectativas. Após ser despedido de um famoso restaurante em Los Angeles, ele precisa se reinventar para voltar a ser bem sucedido como chefe de cozinha.

Esse é um daqueles filme que passou despercebido para muita gente mas que precisa ser visto. Com uma trilha sonora leve e divertida e atuações intimistas mas não menos marcantes de grandes astros (estão no filme Scarlett Johansson, Robert Downey Jr., Sofia Vergara, John Leguizamo e Dustin Hoffman), Chefe é um misto de road movie com jornada do herói acompanhado de excelentes iguarias (afinal, o filme precisa fazer jus ao nome).

 

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986)”

 

Clássico da TV nos anos ’90, Curtindo a Vida Adoidado conta um dia na vida de Ferris Bueller (Matthew Broderick). Neste dia em especial, ele planeja faltar à aula para curtir com a namorada Sloan e o melhor amigo Cameron. O Diretor e Roteirista John Hughes (“Clube dos Cinco“, “Esqueceram de Mim“), responsável por alguns dos melhores feel good movies das décadas de ’80 e ’90, apresenta provavelmente seu maior e mais conhecido trabalho.

O Diretor/Roteirista se utiliza de uma premissa extremamente básica para chegar à irrefutável conclusão de que a vida precisa ser vivida, aproveitada. Ferris Bueller (Broderick) representa, em contraponto a Cameron (Alan Ruck), o escapismo e a ‘rebeldia’ clássicos da juventude. Afinal, “Como esperam que eu vá à escola num dia como esse?”, questiona Ferris em determinado ponto da trama.

 

Intocáveis (Intouchables, 2011)”

 

Dirigido e roteirizado pela dupla de cineastas até então pouco conhecidos Olivier Nakache e Eric Toledano (“Troppo Amici“,Samba“), Intocáveis narra uma história de amizade entre Phillipe (François Cluzet) e Driss (Omar Sy). Phillipe é um milionário que, após ficar tetraplégico devido a um acidente, contrata Driss para ajudá-lo nas atividades rotineiras. Durante a convivência os dois aprendem muito mais sobre si ao “abrir os olhos” para o outro e enxergá-lo não como um empregado(r), mas como verdadeiramente um amigo, um companheiro.

O principal mérito de Intocáveis, filme mais rentável da história da França, é a paradoxa sintonia entre os protagonistas. A sobriedade de Cluzet quando posta frente ao carisma de Sy gera uma empatia que só é alcançada graças a corajosa decisão da dupla de diretores de explorar não o drama, mas o humor em cenas que facilmente poderiam descambar para o pastelão.

 

Forrest Gump: O Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994″

 

Vencedor de 6 Oscar® (Filme, Ator, Diretor, Roteiro Adaptado, Montagem e Efeitos Visuais), além de outras 7 indicações, Forrest Gump é, indiscutivelmente, um filme cativante. O premiado Diretor Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro“, “Náufrago“) conseguiu conduzir de forma irrepreensível a adaptação da obra do escritor Winstom Groom para os cinemas. Exaltar quaisquer aspectos técnicos do filme, desde as excelentes atuações, passando pela extraordinária montagem e chegando à fascinante trilha sonora, seria, no mínimo, repetitivo diante da magnitude de Forrest Gump. O filme narra, através dos olhos do protagonista (Tom Hanks), 40 anos da história dos Estados Unidos.

Por detrás da suposta visão elíptica de quase meio século de história e da (não tão) velada crítica à manipulação do cidadão norte-americano, pode-se enxergar uma linda história de amor: simples, sincero, fascinante, quase infantil. Forrest é alguém que ainda acredita na simplicidade das coisas e que luta contra todas as adversidades impostas sobre ele sempre esperando o melhor, afinal, “A vida é como uma caixa de chocolates… Você nunca sabe o que vai encontrar”.

 

Mesmo se Nada der Certo (Begin Again, 2013)”

 

Uma das melhores histórias de superação já contadas no cinema, definitivamente é a de Chris Gardner (Will Smith). Chris é um pai de família que enfrenta muitas dificuldades financeiras. Após ser abandonado pela esposa e despejado de casa, ele precisa dar novo rumo a sua vida ao passo que tem que cuidar sozinho do filho Christopher (Jaden Smith), de apenas 5 anos de idade. O Diretor Gabriele Muccino (“Sete Vidas“, “Um Bom Partido“), ao lado do roteirista Steven Conrad (“O Sol de cada Manhã“, “A Vida Secreta de Walter Mitty“) e amparado nas ótimas atuações dos atores protagonistas, produziram um filme que possui uma capacidade intrínseca de motivar o espectador.

Apesar da enorme carga dramática que envolve À Procura da Felicidade, a mensagem de otimismo é clara. Afinal, se você efetivamente se empenhar para alcançar um sonho, poucas provações serão capazes de te impedir de consegui-lo.

 

Up! Altas Aventuras (Up, 2009)”

 

A dupla de Diretores e roteiristas Pete Docter (“Monstros S.A.“, “Divertida Mente“) e Bob Peterson (“Procurando Nemo“), conseguiram, com Up!, atingir não apenas o público infantil com uma história que trata de amor, confiança, esperança e amizade de forma poucas vezes vista. O filme acompanha o rabugento Carl Fredricksen (Edward Asner/ Chico Anysio), que após passar boa parte da vida recluso, decide fazer sua casa inteira levantar voo através de balões e transportá-la dos Estados Unidos a um lugar em meio às montanhas da Venezuela.

A relação entre o velho rabugento Carl e o jovem inconsequente Russel impacta tanto na disparidade quanto na contradita semelhança. Carl, representado (especialmente durante o primeiro ato do filme) como uma sombra obscura do que já fora antes, vê em Russel um reflexo de sua juventude. Neste sentido, a realização da vida do personagem principal se resume a reaprender que a vida, por mais simples que possa parecer, será sempre uma aventura, cabendo a cada um dar conta disso.

 

Obrigado por Fumar (Thank You For Smoking, 2005)”

 

Dirigido e roteirizado por Jason Reitman (“Juno“, “Jovens Adultos“) e estrelado por Aaron Eckhart (“Sem Reservas“, “Batman: O Cavaleiro das Trevas“), Obrigado por Fumar conta a história de Nick Naylor (Eckhart), lobbista e principal porta-voz da indústria tabagista. Enquanto lida com os ‘problemas’ do dia-a-dia, em especial a oposição do Senador Finistirre (William H. Macy), Nick tenta se aproximar mais de seu filho Joey (Cameron Bright), com quem tem uma relação ligeiramente conturbada.

Mesmo através da forte crítica às indústrias bélica, do cigarro, do álcool e – em uma escala maior – da propaganda, o filme de Jason Reitman é um verdadeiro convite à ironia e ao sarcasmo. É impossível, mesmo aos mais ferrenhos críticos da abordagem de Nick não sentir empatia [e porque não até mesmo comprar a ideia que ele vende] pelo personagem. Mais do que trazer a crítica social ao debate de forma irônica, Obrigado por Fumar vai de encontro a todos que querem ditar o que é bom ou não pra você, o que você deve ou não fazer. E é exatamente neste ponto que o filme cativa a todos os públicos.

 

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012)”

 

Baseado em obra homônima, O Lado Bom da Vida, do cineasta norte-americano David O. Russell (“O Vencedor“, “Trapaça“), narra a história de Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper), que, após passar oito meses internado num sanatório e perder a casa, o emprego e a esposa, precisa reconstruir sua vida. Seus planos acabam mudando completamente ao conhecer a também problemática Tiffany (Jennifer Lawrence).

Além de trazer ao espectador uma excelente mensagem sobre segunda chance e sobre encarar de frente os problemas cotidianos, o filme retrata uma dupla de protagonistas que em nada se encaixa no modelo exaustivamente retratado em Hollywood. Aí reside a força motriz de O Lado Bom da Vida. Através da assertiva direção de David O. Russell e ancorado nas notáveis atuações de Bradley Cooper e Jennifer Lawrence é que se constrói o casal que, como a maioria de nós, se completa através dos problemas.


Como dito anteriormente, o objetivo da lista não é o de estabelecer um ranking entre os filmes escolhidos. Deixamos a área de comentários livre para feedback sobre eles e também para sugestões de filmes que ficaram de fora para que possamos revisitar esta Coluna mais vezes.

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